terça-feira, 18 de abril de 2017

RESENHA
BIBLIOGRAFIA:
George Eldon Ladd, Teologia do Novo Testamento / Tradução: Degmar R. Júnior – SP - Editora Hagnos, Edição Revisada.
   Tese do Autor: Neste livro, “Teologia do Novo Testamento”, George propõe uma retomada na herança gloriosa da igreja de Jesus Cristo no campo da teologia bíblica, baseada na Palavra de Deus, a saber, a Escritura Sagrada. Ele mostra os fundamentos teológicos, analisando e rebatendo as diversas objeções sobre o estudo do novo testamento tomando como base também o VT, e uma interpretação puramente reformada, além de fornecer vários passos para uma boa compreensão do NT em geral e suas complicações aparentes.

“Os reformadores insistiram que a bíblia deveria ser interpretada literalmente, em vez de alegoricamente, e essa abordagem teve como conseqüência o início de uma verdade teologia bíblica[1]”.

         A teologia bíblica está perdendo terreno em nossas igrejas e seminários. Ela tem sido trocada por teologia, aparentemente mais atraentes (2Co 4:4), como a teologia liberal e diversas teologias que centralizam em torno do egocentrismo humano.
Este livro vai diretamente à contramão desta tendência liberal. George Eldon e colaboradores ao escreverem este livro apresentam de uma forma direta, bem elaborada e com muito embasamento teológico:
         Ele comprova sua tese mostrando como ao longo da história os movimentos que não honraram a Deus, e propõe uma retomada a teologia bíblica. Mostra também a base bíblica e teológica para uma teologia sadia das escrituras em igualdade ao “Reino de Deus” e contesta as objeções das pessoas à mesma.
Ele (George) apresenta vários aspectos práticos para uma boa e confiável teologia bíblica:
“A razão disso é o compromisso de Ladd com o estudo histórico do Novo Testamento, que mantém sensível à sua verdade teológica”[2]

  • BREVE RESUMO:
  Buscando aproximação com os seus leitores, Ladd explica de uma forma sutil e compreensiva, o que verdadeiramente é a teologia bíblica. Explanando bem os fatos, eventos, história e revelação.
  Começando e explanando o ministério de João Batista, a partir de uma perspectiva histórica da época. Mostrando também uma visão geral e sistematizada do profeta. E viajando em alguns movimentos da história
  Após João Batista, Jesus inicia o seu ministério com a proclamação do “Reino de Deus”, Ladd mostra a visão dos três primeiros evangelhos acerca dessa proclamação do reino e sobre o ministério do Senhor Jesus. Em uma visão geral acerca da proclamação do Reino de Deus, vemos alguns obstáculos para a proclamação do mesmo, satanás e seus demônios é colocado para uma análise acerca de sua doutrina do mal em contraste, a obra do mestre Jesus. Nos sinópticos, a atividade de satanás é vista sob vários aspectos.
  Vemos também uma visão apurado do mundo, começando com a visão hebraica;

“O pensamento hebraico, todavia, considerava o mundo como criação de Deus e, muito embora estivesse impregnado de males, era em si mesmo bom”.[3]

  O Senhor Jesus também como um bom hebreu partilhava a mesma visão de mundo. Ladd mostra que como criaturas de Deus, a humanidade tem como obrigação de servi-lo. E como criação de Deus, o ser humano é completamente dependente Dele (Lc 17:7-10). As interpretações acerca do “Reino de Deus” assumem varias formas, umas distintas das outras, assim atingindo quase uma variedade infinita em muitos detalhes.
  O Reino de Deus, proclamado por Jesus, chega com um grande presente ao povo eleito; a “Salvação”.

“Nos evangelhos, as palavras “salvar” e “salvação” fazem referência a uma benção simultaneamente escatológica e presente”.[4]

  Vemos que através de uma perspectiva abrangente do NT, temos uma compreensão melhor acerca da misericórdia justiça e do perdão, como partes da restauração de Deus em nossas vidas.
As formas, sobre “O Deus do Reino”;
(1) O Deus que busca.  (2) O Deus que convida.  (3) O Deus Paternal.  (4) O Deus que julga.
  Visando, estabelecer o reino de Deus entre os seres humanos, na pessoa e obra de Jesus Cristo, dinamicamente ativo, e que este grandioso propósito aparecerá como um ato apocalíptico na consumação dos séculos. E dentro desse propósito soberano de Deus, entra também a igreja, mais primeiramente Jesus e Israel; o Senhor não empreendeu um propósito novo, mas Ele mesmo como um judeu, que veio para o povo judeu (MT 15:24). Os maiores representantes da igreja com certeza são os discípulos do mestre, pois foram à maior expressão a respeito da fundação da igreja (depois, é claro de Jesus) e adequada ao ensino total do Senhor Jesus Cristo. Pois a igreja não é o Reino, mas o Reino cria a igreja, e assim a igreja dá testemunho do Reino, e vira o instrumento do Reino e a detentora do Reino. Os ensinos éticos e, exemplos de vida; deixados por Jesus, até hoje são reverenciados por cristãos e não cristãos. Também vemos muitas abordagens sobre o messias dentro de uma visão do VT, e uma visão judaica do messias, e as expectativas messiânicas nos evangelhos. Uma visão sobre o filho do homem, de que, do ponto de vista mais teológico é uma das designações messiânicas mais importantes nos sinópticos.
  O titulo “Filho de Deus” é também é abordado como uma das mais importantes, no estudo da auto-revelação da pessoa de Jesus Cristo e sua grandiosa obra redentora.  Entramos em uma abordagem muito estreita, com o problema que surge a partir do retrato de Jesus, como encontrado nos evangelhos sinópticos.
  Mais sempre partindo de uma análise de que o Jesus descrito nas escrituras sagradas era ungido do Senhor para cumprir as promessas messiânicas do antigo testamento, mas que o cumprimento dessas preciosas promessas, estava ocorrendo no reino espiritual, e não na esfera sociopolítica da época.
  Deparamo-nos com o Jesus histórico dos teólogos liberais;

“Esse dogma precisa primeiramente ser removido, antes que os seres humanos possam uma vez mais sair em busca do Jesus histórico, antes que possam até mesmo alcançar o pensamento de Sua existência”[5]

  Temos que sabe que, a descrição da palavra de Deus, acerca da pessoa e obra, do Senhor Jesus, é produto do testemunho vivo do Espírito Santo, e do testemunho dos Seus discípulos e apóstolos (At 4:5-20).  O grande significado da cruz para o povo de Deus (Mc 10:45), a instituição da ceia do Senhor (MT 26:28; Mc 14:24-25), a morte na cruz era um elemento crucial em Sua missão messiânica. A escatologia mostra com muita clareza a vontade soberana de Deus em trazer a salvação e a restauração da terra.
  Os evangelhos sinópticos foram escritos, em um espaço de pouco tempo (ou décadas) e mostram grandes variedades de interdependência e individualidade que tem intrigado em muito os estudantes e amantes da teologia bíblica.
Isso com tudo, não afirmam que não haja lugar para uma harmonização dos evangelhos, contando que seja feita com a devida atenção e sensibilidade literária e histórica, e não com uma grande determinação mecanizada, que visa somente eliminar todas as diferenças a qualquer preço, independente da probabilidade histórica. A cristologia dos evangelhos e, se não dizer, de toda a bíblia falar necessariamente de Cristo; pessoa e obra.  Os evangelhos visam mostra essa cristologia de uma forma sistematiza e lógica, dentro dos acontecimentos e obra do próprio Jesus.
   Dentro de uma análise, temos o quarto evangelho, o de João. As diferenças entre esse evangelho e os sinópticos, não devem ser encobertas;

“Esse problema não é simplesmente acadêmico, algo que podemos observar a partir do fato de que alguns dos temas mais destacados nos sinópticos não se apresentam de modo tão obvio nos sinópticos”.[6]

  Também vemos o destaque que o apostolo João da a Pessoa do Espírito Santo. Mais para vemos afundo esta diferença temos que pesquisar o VT e os evangelhos sinópticos.
  O livro de atos relata o propósito de Deus através da igreja, e fornece um quadro da vida e pregação da comunidade cristã em Jerusalém e descreve o movimento do evangelho desde Jerusalém, Samaria e Antioquia, até a Ásia Menor, Grécia e Itália.                 A ressurreição de Jesus junto com a importância da mesma para compreensão do Reino de Deus. O Kerygma escatológico, mostrando uma verdadeira ótica das verdades de Deus, a humanidade.
  O início da igreja com a descida do Espírito Santo no dia de pentecostes;
   A vinda do Espírito Santo foi tão perceptível que ouve manifestações de varias formas. Assim sendo o próprio Jesus Cristo mostrou seu real propósito, e formou o verdadeiro povo de Deus, o Israel espiritual.
  • PONTOS POSITIVOS:
  Eu aprendi e me conscientizei, ainda mais, que, é uma grande e preciosa responsabilidade, lutar e proteger as verdades contidas na bíblia. Os pontos positivos aqui abordados são: interpretação coerente com as sagradas escrituras, revelação, unção e direção do Espírito Santo de Deus em nossas vidas. O obreiro de Jesus tem que se conscientizar da responsabilidade em Cristo de proclamar as boas novas do Reino de Deus, assim dando continuidade ao que o Senhor Jesus delegou a Sua igreja na terra. Aprendi a amar ainda mais a teologia bíblica.
  • PONTOS NEGATIVOS:
  Achei alguns pontos na leitura repetitivos demais, como no caso que o autor trata por demais de explicar com muita exaustão sobre o Reino de Deus.
  • APLICAÇÃO PARA MINHA VIDA MINISTERIAL:
  Que o motivo básico e principal do ministério pastoral (falo isso de uma forma para o meu pastoreio) sempre foi e sempre será, as verdades de Deus contidas nas escrituras sagradas. Com isso me conscientizo da responsabilidade que tenho para com Cristo e Sua igreja de pregar e ensinar de forma correta, a mensagem do Reino de Deus, sempre com muita humildade, oração, unção e direção do Espírito Santo de Deus.   Aprendi também que devo a cada dia mais estudar as escrituras, me atualizar, com a realidade do mundo atual, sem esquecer a essência de Cristo na minha vida como um pregador da Sua palavra. 

SPB - SEMINÁRIO PRESBITERIANO BRASÍLIA
v  Professor: Reverendo Reginaldo Corrêa de Carvalho.
v  Data: 26/09/2008. Resenha para obtenção do Titulo de Bacharel em Teologia.

Por: Reverendo Silvio Ribeiro



[1] George Ladd - Teologia do Novo Testamento (pg.18)
[2] George Ladd – Teologia do Novo Testamento (Pg. 36)
[3] George Ladd – Teologia do Novo Testamento (Pg. 77).
[4] George Eldon Ladd – Teologia do Novo Testamento (pg. 103)
[5] George Ladd – Teologia do Novo Testamento (pg. 233) extraído: A Schweitzer, The Quest of Historical Jesus (1964), 56.
[6] George Eldon Ladd – Teologia do Novo Testamento (pg. 326)

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