terça-feira, 18 de abril de 2017


O Perfil do Pregador / Tradução Glauber Meyer – São Paulo: Vida Nova, 2005.  Título original: The preacher´s portrait. Stott, John

         Neste livro, “O Perfil do Pregador”, John Stott propõe uma retomada na herança gloriosa da igreja de Cristo no campo da pregação, baseada na Palavra de Deus, a saber, a Escritura Sagrada. Ele nos mostra o perfil do pregador, analisando e rebatendo as diversas objeções à arte de pregar. As primeiras palavras deste livro resumem de modo apropriado o seu tema:
 “O pregador e a tarefa que lhe cabe” [1]
         A pregação está perdendo terreno em nossas igrejas. Ela tem sido trocada por outras atrações mais atraentes, como o testemunho, coreografias, filmes, louvores e etc...
Este livro vai à contramão desta tendência. John Stott ao escrever este livro apresenta de forma direta, bem elaborada e embasada relatando assim o pregador como: despenseiro, arauto. Testemunha, pai e servo.
         Ele comprova sua tese mostrando palavras que o novo testamento usa para descrever o pregador e a tarefa que lhe cabe. Como ao longo da história os movimentos que honraram a Deus tiveram grandes homens que sabiam expor as Escrituras.
A pregação é indispensável para o crescimento do povo de Deus.
Primeiramente Deus falou por meio de profetas e interpretou para eles o significado das suas ações na história de Israel, e, ao mesmo tempo, mandou transmitir sua mensagem ao povo, quer pela palavra falada, quer pela escrita, quer por ambas juntas. Depois, e de modo supremo e maravilhoso, falou por intermédio do Filho, sua Palavra que se tornou carne. As palavras da sua palavra foram transmitidas quer diretamente, quer mediante os apóstolos. E depois Sua palavra foi e esta sendo transmitida por meio do Seu Espírito, que pessoalmente dá testemunho de Cristo e das escrituras, tornando-os reais para o povo de Deus hoje.  A pregação é crucial e distintiva para o crescimento do cristianismo ela tem sido reconhecida no decurso inteiro da longa e abençoada história da igreja, desde o próprio início. Nos evangelhos os evangelistas apresentam Jesus como, em primeiríssimo lugar, pregador itinerante e proclamador das boas novas (Mc. 1:14; Mt. 4:17), e depois os apóstolos, depois do Pentecoste, davam prioridade ao ministério da pregação é declarado especificamente em Atos 6. Jesus além de ser pregador, também enviava Seus discípulos para pregar (Mc. 3:14).
Além disso, a pregação era o modo determinado por Deus para os pecadores ouvirem a respeito do Salvador e, assim, invocá-lo para a salvação (1Co. 1:17; Rm. 10:14, 15).
Era tanto o destaque para a pregação e para o ensino no ministério de Jesus que pouco nos surpreende descobrir entre os primeiros pais da igreja a mesma ênfase neles.
A reforma deu centralidade ao sermão. O púlpito ficava mais alto que o altar, pois Lutero sustentava que a salvação era mediante a palavra, e sem a palavra os elementos estão destituídos de qualidade sacramental, mas a palavra é estéril se não é falada. Em todas as suas escritas, Lutero não perdia nenhuma oportunidade de engrandecer o poder libertador e sustentador da Palavra de Deus.
Portando a palavra de Deus, é indispensável para nossa vida espiritual.
Enquanto Calvino escrevia as Institutas na paz comparativa de Genebra, ele, também exaltava a Palavra de Deus.
 O destaque que era dado à pregação pelos primeiros reformadores continuou a ser dado, na parte final do século XVI e no século XVII pelos puritanos.
No decurso da totalidade do século XIX, a despeito dos ataques da alta crítica contra a bíblia e a despeito das teorias evolucionárias de Charles Darwin, o púlpito manteve seu prestígio na Inglaterra.
É lógico que cada recuperação de confiança na palavra de Deus e, portanto, num Deus vivo que falou e que fala, seja como for definida essa verdade, forçosamente resultará numa recuperação da pregação. Deve ser por isso que tantos pregadores grandiosos têm pertencido à tradição da reforma. Nem mesmo a segunda guerra mundial, embora acelerasse o processo da secularização na Europa, conseguiu abafar a pregação da palavra de Deus. As décadas de 1960, de 1970, e de 1980, a maré da pregação entrou em refluxo e continua sendo baixa hoje. Pelo menos no mundo Ocidental, o declínio da pregação é sintoma do declínio da igreja. Uma era de ceticismo não conduz à recuperação da proclamação confiante. No entanto, não faltam vozes que tanto declaram sua importância vital quanto conclamam à sua renovação.
Os profetas da desgraça na igreja de hoje estão predizendo, com confiança, que já se passaram os dias da pregação. Quando a rebelião é expressa em termos tais como esses, os cristãos, longe de se oporem a ela, devem estar na vanguarda dos que a promovem. Isso porque sua inspiração se acha na glória de Deus.
Como, portanto, os pregadores devem reagir diante do espírito anti-autoridade dos nossos dias? Em primeiro lugar, precisamos nos lembrar da natureza dos seres humanos no entendimento cristão.
Em segundo lugar, precisamos nos lembrar da doutrina da revelação. É uma crença fundamental da religião cristã que cremos naquilo que cremos não porque seres humanos o inventaram, mas porque Deus o revelou.
Uma igreja surda é uma igreja morta; esse é um princípio inalterável. Ao enfatizar assim a palavra de Deus como indispensável para o bem-estar da igreja, não estou me esquecendo dos sacramentos segundo o evangelho, e muito menos da Ceia do Senhor. Tanto a palavra como o sacramento dão testemunho de Cristo.
O pregador pode vislumbrar a glória da pregação e captar a sua teologia. Pode estudar com esforço e se preparar bem.
Pregadores corajosos é a necessidade urgente nos púlpitos do mundo atual. Pregadores semelhantes aos apóstolos da igreja primitiva, que eram “cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a Palavra de Deus (At.4:31).
A igreja precisa reaprender, em cada geração, a lição de Atos 6. Nada havia de errado com o zelo que os apóstolos tinham por Deus e pela igreja. Estavam ocupados dinamicamente num ministério compassivo, semelhante ao de Cristo, a palavra de Deus,
O pregador cristão hoje que busca a graça de Deus para ser fiel pode extrair muita inspiração de uma longa tradição de antecessores, desde os tempos do Antigo Testamento.     
Eu creio na Pregação. Essas palavras são mais do que o título deste livro; afirmam, também, forte convicção pessoal. Realmente creio na pregação, que nada seria mais eficaz para restaurar a saúde e a vitalidade à igreja, bem como para levar seus membros à maturidade em Cristo.
Eu aprendi e me conscientizei, ainda mais, que, pregar a palavra de Deus é uma grande e preciosa responsabilidade, para os obreiros da última hora. Os pontos positivos aqui abordados são: humildade, oração, coragem, audácia, revelação, unção e direção do Espírito Santo de Deus em nossas vidas. O obreiro de Jesus tem que se conscientizar da responsabilidade em Cristo de proclamar as boas novas de Salvação através do instrumento chamado púlpito.
Aplicação para a vida ministerial é que o motivo básico e principal do ministério da pregação sempre foi e sempre será a exposição dos oráculos de Deus. Com isso me conscientizo da responsabilidade que tenho para com Cristo Jesus e Sua igreja de pregar de forma correta e expositiva a mensagem da salvação; sempre com muita humildade, oração, unção e direção do Espírito Santo de Deus.

SPB - SEMINÁRIO PRESBITERIANO DE BRASÍLIA
Matéria: Prática da Pregação 3
v  Professor: Reverendo José Pereira de Souza

v  Data: 12/05/2010.
Resenha para obtenção do Titulo de Bacharel em Teologia.

 Por: Reverendo Silvio Ribeiro





[1] O perfil do pregador – John Stott: prefácio do autor (pág.09).

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