sábado, 11 de novembro de 2017

500 anos de Uma Reforma......

Olhando para o cenário evangélico atual, tenho me deparado com uma triste realidade; o surgimento de novas denominações em um número cada dia mais avassalador no nosso Brasil_Gospel_Brasileiro.
A igreja protestante comemora seus 500 anos de fundação e história, mas será que temos o que comemorar? Olhando rapidamente para a história da reforma protestante, enxergamos que a ruptura do qual o nosso reformado Matinho Lutero lutou, foi contra os erros doutrinários de sua igreja mãe, Lutero nunca quis sair da Igreja Católica Romana; pois era um filho da mesma. A 95 teses tinha o propósito de reformar, não criar uma nova igreja.
As atitudes de Lutero chamaram a atenção e começaram a receber apoio de muitos, o então papa Leão X (1475-1521) exigiu que o mesmo se retratasse. Ao recusar a retratação, ele foi acusado de heresias contra a igreja Romana, então em 1521 Lutero foi excomungado. Martinho Lutero, não estava contra a pessoa do Papa, mas apenas o conteúdo do que estava sendo propagado superficialmente sem nenhum compromisso com o verdadeiro evangelho de Cristo!
O pensamento do teólogo Agostiniano era tão somente que sua igreja retornasse aos caminhos deixados por Cristo e seus discípulos conhecidos de Apóstolos.

O que temos visto hoje, no cenário mundial e mais em especial no nosso “Brasil_gospel_Brasileiro” e o surgimento de novas denominações, igrejas abrem todos os dias e pessoas saem frustradas com a pregação desse falso evangelho (neopentecostalismo), precisamos de uma nova reforma urgente! Lutero não rompeu com pessoas, mas com os erros doutrinários de sua antiga igreja.
Não estamos lutando contra pessoas, devemos lutar pela verdade de Deus, e construir caminhos para que o verdadeiro evangelho pregado através de Jesus Cristo e seus seguidores, chegue com pureza aos ouvintes necessitados de paz de espírito (Mt 11:28; Rm 10:17).

Vou insistir que não precisamos de mais denominações, necessitamos de que as atuais possam fazem uma reforma total, em suas maneiras de enxergar o mundo através de uma Cosmovisão Bíblica, segundo as lentes do evangelho de Cristo Jesus. Devemos romper com este espirito de fações dentro do meio protestante (que por causa de diferença entre homens, nasce uma denominação a cada dia), devemos lutar contra todas as injustiças dentro de nossas igrejas (denominações), mas com as armas corretas, e de uma maneira Bíblica (Efésios capitulo 6).
O Apostolo Paulo foi em sua geração um grande plantador de igreja, imagine ele sabendo dos problemas nas igrejas locais (das quais ele fundara), como em Corinto e falasse: “Essas pessoas não têm esperança. Elas são uma mistura de falsos crentes e pessoas orgulhosas, teimosas e religiosas. Você não quer aquelas pessoas na sua igreja, de modo nenhum” – e então enviou Timóteo a ir e plantar uma nova igreja em Corinto”[1]  O Grande Missionário Paulo chamais desistia de lutar para unidade entre as igrejas que fundara.

Precisamos na verdade, e devemos ter o pensamento de Lutero; trabalhar para reformar a igreja, e não abrimos uma nova denominação por puramente capricho, por não enfrentamos os problemas que estamos vivenciando como membro ou líderes de uma igreja local. Problemas sempre existirão! O dialogo sempre será o melhor caminho.
Você tem o dever de lutar, perseverar, insistir até as últimas consequências possíveis e bíblicas, para contribuir para o crescimento e revitalização da sua igreja local, e ajudar a corrigir os erros possíveis, que tenha ou que venha existir.
Temos uma frase do nosso grande reformado que diz: “A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço” (Martinho Lutero)

Não precisamos de novas denominações (construídas de baixo de rebeldia) visões, novas revelações bombásticas, precisamos de Cristo e viver na integra sua palavra!
Nas cartas destinadas às sete igrejas da Ásia João no livro de Apocalipse, o próprio Senhor Jesus exorta, consola e instrui para revitalizar as igrejas locais. Nosso Senhor fala àquelas igrejas com o fim de curar as enfermidades, reprova tudo o que é falso, e dar uma nova vida ao que está morrendo, ou seja, restaurar!

Por: Reverendo Silvio Ribeiro
(Teólogo e Pastor da Igreja Cristã Presbiteriana de Samambaia Sul - DF)






Significados:
·         Brasil_Gospel_Brasileiro: Sátira deste autor a respeito de diversas denominações que surgem em solo Brasileiro, decorrente de supostas revelações, direção do coração, visões, decretos, divisões, briga entre liderança etc.
·         Neopentecostalismo: ou terceira onda do pentecostalismo é um movimento sectário dissidente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (batistas, metodistas, etc). Surgiram em meados dos anos 70 e 80, algumas décadas após o movimento pentecostal do início do século XX, em 1906.



[1] Por: Bobby Jamieson – Extraído: http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/635/O_Encargo_Biblico_para_a_Revitalizacao_de_Igrejas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Resenha
Silvio Ribeiro

Costa, Hermisten Maia. Pereira
Raízes da Teologia Contemporânea
Editora Cultura Cristã – São Paulo
Edição: 2004.

Hermisten Maia é Bacharel em Teologia (SPS, 1979) e licenciado em filosofia (PUC, 1982) e educação (Mackenzie, 2003) Mestre (1999) e Doutor em ciências da religião (UMSP, 2003) e pastor da Igreja Presbiteriana Brasil.
Em assuntos sobre as raízes da teologia e diversos pensamentos que contribuíram para a teologia contemporânea, ele é um dos nomes de referencia hoje no Brasil, e se não dizer no mundo. É muito respeitado nos seminários e no meio acadêmico em geral, por sua vasta experiência sobre o tema sugerido.
Esta obra preocupa-se com o meio acadêmico e teológico, na esfera dos pensamentos que contribuíram para a formação da nossa teologia.  Como o próprio diz;

Teologia Contemporânea é o estudo analítico-crítico das manifestações teológicas surgidas após a Reforma e, em geral, contrárias ao sistema dela.[1]

Este compêndio teológico tem inicio com uma breve amostra da construção do pensamento moderno, e suas influências. Podemos vê com muita riqueza como este movimento contribuiu de alguma forma para a construção da teologia. Hermisten aprofunda-se no estudo analítico das varias formas de pensar e fazer teologia, sugeridas após o período da reforma protestante, suas formas gerais e contrarias a este movimento abençoado por Deus.
Hermisten classifica alguns elementos que revelam a grande importância do estudo da teologia contemporânea. Compreendendo a importância da historia da igreja para fundamentar as raízes da teologia contemporânea. Ele tenta mostra a perspectiva de Deus como senhor e soberano dirigindo de uma forma sabia e coerente a sua a história.
Hermisten fala também de grandes pregadores que em nome de Deus fizeram à diferença, e contribuíram para retornamos a direção de Deus. Mostra muitos períodos em que a igreja era a principal vilã da história e dominadora (para alguns). Mas apesar disso as pessoas ainda confiavam no clérigo religioso e se sentiam confortados e acolhidos por eles.
Certa ênfase do autor no aspecto das confissões ministradas pela igreja é analisada com muita atenção.
Costa relata um pouco também sobre as influências do Humanismo mostrando o sentido racional das coisas que emerge o homem para razão, educando-o para pensar e agir sobre a natureza, o mundo e o próprio se humano, enquanto na Idade Média o homem só tinha valor quando fazia parte de um determinado grupo dentro de seu contexto.
Hermisten Maia nos leva a uma reflexão profunda sobre a importância do estudo da teologia contemporânea, indicando alguns dos principais elementos que nos estimulam para uma profunda necessidade de uma teologia baseada em Deus e nas escrituras sagradas. Chama-nos para sabermos tirar algumas lições importantes, até mesmo de quem aparentemente discordamos. Maia também aborda a relação da história e a teologia. Maia diz sobre o historiador e os fatos, que os dois têm que manterem uma relação de identidade e compromisso.
Algumas partes na leitura o autor deixa bem claro que toda verdade é verdade absoluta quando esta verdade vem do próprio Deus! Maia deixa bem claro não só na vida dos grandes reformadores, mas, na vida de toda a igreja e humanidade que, as escrituras sagradas, devem ocupar o lugar de destaque e, tema central, de nossas vidas. Maia introduz a reforma e seus fundamentos numa tradição altamente confessional e muito importante para a construção do pensamento cristão.
Com uma escrita analítica Maia procura reconstituir os elementos que contribuíram (por que são vários) para a formação do pensamento teológico Ocidental.
Comenta o sistema Brasileiro religioso, ainda que seja muito pouco.
Achei a leitura um pouco repetitiva, complicada e com muita informação e
ênfase demasiadas em temas não muito bons para uma reflexão maior para uma teologia clara e objetiva. Contudo são muitas informações relevantes para seminaristas e estudantes, e amantes da teologia contemporânea. Apesar das diferenças altamente complexas debatidas, analisados e abordados neste livro, nos leva para uma reflexão, para uma vida dentro da sociedade e da própria igreja. Que temos que a cada dia defender a bandeira do “Reino dos Céus”.



“Esperar que Deus faça tudo enquanto eu não faço nada isso não é fé e sim superstição”
(Marthin Luther King Jr.)




“Por que melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela”.
(Provérbios 8:11)

                                                                                                              Por: Reverendo Silvio Ribeiro
(Pastor da Igreja Cristã Presbiteriana em Samambaia Sul-DF) 

                                             


[1] Hermisten Maia – Raízes da Teologia Contemporânea (página: 15 Introdução)
ü  Resenha
Michael S. Horton, O Cristão e a Cultura / Tradução: Elizabeth C. Gomes – SP.

Editora Cultura Cristã, 1998. Titulo original: Where in world is the church (1995).

Michel S. Horton é presidente da organização CURE (cristãos unidos para a reforma). Cursou a Universidade de Biola e o Seminário Teológico de Westminster. É Ph. D pelo Wycliffe Hall, Oxford, é autor de vários livros e conferencista já conhecido no Brasil.

Michael Horton chama-nos a uma reflexão sobre como o povo de Deus, a saber, os cristãos vivem como pensam e como deve ter uma visão bíblica e profunda, como viver em uma sociedade em que o nosso Deus ainda manda e sempre mandará!
Michael inicia seus argumentos com o termo “Cultura” que será muito analisado e debatido em seu livro, tomando também por base a Palavra de Deus, sempre analisando a luz do contexto do passado, presente e futuro. Michael interpreta a palavra “cultura” em seu mais profundo significado, abrangendo os aspectos gerais desta palavra em todos os seus âmbitos, específicos sociais e ortodoxos (esporte, política, músicas, ensino, literatura, etc). Ele mesmo nos mostra a sua compreensão da palavra “cultura”:

“Atividade humana que intenciona o uso, prazer e enriquecimento da sociedade”[1]

Michel também relaciona sua visão bíblico-reformada para entrar, no campo da igreja usando se de influência dentro do contexto em que ela vive e sobrevive a luz da cultura. Analisando assim o autor mostra-nos uma necessidade da igreja de Cristo de se voltar para uma vida prática, como povo de propriedade exclusiva de Deus (IPe 2:9). A igreja recebeu de Deus uma missão e por essa missão haveremos de prestar contas a Deus!

“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5:10).[2]

Abordando a visão geral do mundo, analisamos que o individuo que vem para servir a Deus, faz a confissão pública de fé, se isolando do mundo, fazendo uma separação radical das coisas que ele considera sagradas esquecendo assim as coisas mundanas. Longe de ser uma visão bíblica, vários de nós mesmos caímos nesta visão radical e ao mesmo tempo acética. Olhando a perspectiva de Michael vemos com os olhos de alguém ao qual Deus agraciou para trazer a luz ao seu povo, àquilo que a própria bíblia já dizia há muitos anos luz!
Muitos têm dificuldade em entender que Deus e soberano e reina em toda a esfera tanto física, como espiritual.
Somos agentes de Deus na terra para glorificá-los não somente nos trabalhos sagrados, mas também glorificar o nome do Senhor Jesus, em tudo aquilo que Deus colocar em nossas mãos para fazer e realizar, profissional e secular.
Temos uma mentalidade cega de que, trabalhar como um bom profissional e não trabalhar na igreja somos devedores a Deus (mas claro que devemos trabalhar para o crescimento da obra de Deus também). Precisamos aprender, e muito com essa visão que Michael trás para os nossos dias, trabalhar em qualquer tipo de atividade. Temos que dar o nosso melhor para a glória de Deus (Cl 3:23). Michael faz uma profunda análise nas áreas como: família, arte, música, literatura, ciência, educação, sempre à luz de uma cosmovisão cristã de que Deus é Senhor e tudo está sob o Seu controle Soberano (Rm 8:28). Michael e faz um paralelo social entre o sagrado e secular, dentro do âmbito da vida familiar:
“O lar cristão é a expressão mais básica do corpo de Cristo e, portanto, é uma instituição civil, arraigada na criação, e uma instituição sacra, arraigada na redenção”.

Trazendo agora mais uma reflexão sobre os vários aspectos da cultura vemos uma abordagem de Cristo e cultura, Cristo contra a cultura, o Cristo da cultura, Cristo acima da cultura, Cristo e a cultura em paradoxo, Cristo o transformador da cultura, sempre analisando a cultura segundo as escrituras sagradas e a visão humana de:
“Sagrado X Secular”, “Terra X Céu”. Traçando agora uma compreensão de Deus acima de tudo a Palavra de Deus como a verdade absoluta para todos nós, Michael visa mostrar que Deus e seus oráculos (Bíblia) ainda são e sempre será, a regra de fé e prática para todos nós!
A abordagem de Michael trás à tona uma realidade pós-moderna em nossa atual sociedade, pois temos em nossos dias uma total separação (ainda que errada na maioria das vezes) das coisas tidas como cristãs e não cristãs. Hoje vemos: boate gospel, músicas evangélicas, cerveja sem álcool gospel, roupas cristãs, etc. Agora, como separar o que é de Deus e o que, não é? Essa resposta é muito bem debatida e abordada por Michael sempre à luz de muita compreensão de Deus, e sua graça comum e salvifica. O autor nos revela com muita clareza que aquilo que Deus criou e bom o que tudo que é produzido pelos seres humanos é fruto da graça comum, e aquilo que é produzido pelo povo de Deus nunca deixará de ser para glorificar o nome dEle, mas tudo aquilo que é produzido de bom na esfera humana é produto da graça infinita e bondosa de Deus, seja música, filme, teatro, literatura e etc. Tudo é fruto da grandeza e majestade de Deus. Michael diz:

“Ao distinguir entre secular e sagrado, não estaríamos voltando ao isolacionismo e separatismo que diz haver um lugar certo para os cristãos neste canto, mas não naquele? ” [3]

Entrando agora em uma questão mais profunda Michael aborda tudo segundo a perspectiva da queda, criação e redenção, nos trazendo um esclarecimento profundo sobre este tema complexo para muitos nos dias de hoje. Já nos finais de sua obra o autor relata de uma forma agora mais especifica sobre a graça comum e graça salvadora, revelação natural e revelação especial, então Michael reconstrói os fundamentos sempre segundo a “Palavra de Deus.”.
Michael traz uma análise de que se quisermos ver uma transformação na cultura em que vivemos temos, por princípio, primeiramente olhar para o corpo de Cristo, sempre começando como primícia em nossa família. Devemos lembrar dos grandes nomes que fizeram à diferença em suas respectivas épocas, mas também devemos e precisamos fazer a diferença em nossa época, pois assim como Deus usou muitos profetas em tempos passados, Ele (Deus) quer usar a nós para uma grande obra na terra.

Michael abordou com muita firmeza e clareza os pontos pertinentes ao tema por ele mesmo propostos. Achei que em alguns pontos ele teve algumas repetições de idéias, mas nada que possa manchar seu ponto de vista, que o povo de Deus não pode entrar em uma caixa de vidro e simplesmente esquecer o mundo, ao mesmo tempo as coisas como músicas que parecem ser boas, pois a intenção por melhor e perfeita que pareça ser, tem que ser analisada segundo a Palavra de Deus. Michael mostra uma teologia que nos leva a “Jesus Cristo”, sempre sistematizando suas idéias.
Sabemos que Deus através da graça comum, produz coisas boas para aqueles que não são eleitos, mas como povo de Deus não devemos nos apoiar na graça comum para dar ibope para aquelas pessoas que não tem intenção alguma de glorificar ao nosso Deus.
 Para o cristão, ao mesmo tempo em que ele não pode fazer separação entre o sagrado e não sagrado, ele tem que fazer, pois o povo de Deus nasceu para glorificar o seu criador, o próprio Deus e Pai! Aquilo que é de Deus jamais poderá se misturar com as coisas mundanas.
“Contudo sabemos que Deus e Senhor e Mestre e, cuida do seu povo e tudo esta no controle do Seu Poder! ”


"A heresia vem montada nos lombos da tolerância" (John MacArthur)


'Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam'.
(Edmund Burke)



Por: Reverendo Silvio Ribeiro




[1] Horton Michael – O Cristão e a Cultura (página: 12).
[2] Bíblia de Estudo de Genebra.
[3] Horton Michael – O Cristão e a Cultura (página: 90).

terça-feira, 18 de abril de 2017

Peterson, Eugene
A VOCAÇÃO ESPIRITUAL DO PASTOR - Redescobrindo o chamado ministerial.
Traduzido por: Carlos Osvaldo Cardoso Pinto.
Título Original: Under the unpredictable plant: an exploration in vocational holiness.
Editora: TEXTUS Uma divisão da Editora Mundo Cristão – SP.
  Eugene Peterson e graduado pelo Seminário Teológico de Nova York e pela Universidade John Hopkins. É escrito e poeta. E autor de vários livros publicados pela editora Textus.
     Neste livro a vocação espiritual do pastor, Peterson propõe uma retomada ao ministério pastoral, buscando uma análise no livro de Jonas. Sua visão acerca da vocação pastoral passa, para em primeiro lugar; pela vida diária do pastor, e, sua vocação acerca de seu chamado especifica na obra de Deus. Peterson em um analise clinico pastoral, observa que nos últimos dias a uma invenção de valores no meio do povo de Deus. Pastores, que invés de serem pastores, e cuidarem de seus rebanhos estão virando; psicólogos, médicos, curandeiros e místicos. Menos pastores preocupados com sua chamada ministerial. Nos últimas (segundo Peterson) os pastores e lideres eclesiástico estão mais preocupados com tudo, menos com sua chamada ao ministério pastoral. Estão abandonando suas vocações e ordenações por um emprego bem mais visível, ou seja, por um grande emprego religioso.
     Ao comparar a vida do profeta Jonas com os nossos pastores, Peterson nos chama para uma busca aos primeiros passos, pois segundo ele a vocação pastoral não é mais difícil de seguir do que qualquer outra:
“Vocação no lar, na ciência, na agricultura, na educação e nos negócios, quando assumidas com compromissos biblicamente formulados, são igualmente exigentes e demandam a mesma espiritualidade”[1]
     Por que ser pastor é tão difícil para os pastores? Eugene Peterson responde esta pergunta diretamente aos seus leitores:
“Porque nós estamos afundados na idolatria”[2]
    Na vocação ao pastorado, se não nos cuidarmos, entraremos, nos becos da idolatria, a figura pastoral. Mais há outro lado da moeda, da mesma forma, a piedade não garante ao pastor um verdadeiro e autêntico trabalho no ministério pastoral. Jamais poderemos entra no ministério pensando que somos alguma coisa, pois quem está no controle e pode todas as coisas é Deus, e não nós.
    Ao pesquisar e analisar a sua vida e ministério pastoral, Peterson se deparou profundamente com o personagem bíblico Jonas, olhando a história e trazendo para os dias atuais, Deus o colocou em um grande momento de reflexão ministerial, e ele começou a olhar a  sua  verdadeira vocação ministério. A maravilhosa chamada ao pastorado e ao mesmo tempo desobediência de Jonas evoca de maneira intensa a experiência vocacional do pastor. Numa visão mais aprofundada da vocação pastoral, vemos que jamais acharemos uma congregação ou igreja totalmente perfeita:
“Contudo, se examinarmos de perto, não existe uma congregação perfeita”[3].
    Mais Peterson com isso não está negando que existem momentos de êxtases e glórias maravilhosas da parte de Deus. A santidade no ministério pastoral e desenvolvida em nossas vidas no dia-a-dia no convívio família e congregacional.
    A figura do profeta Jonas nos mostra muitas fezes o tipo de pastor que realmente somos. Com tudo isso na vida e no ministério de Jonas, tanto na sua desobediência e obediência, enxergamos o amor gracioso de Deus, e que Deus usa-nos para cumpri a Sua vontade soberana. O que então aprendemos com o livro de Jonas? Aprendemos muito! Pois o chamado ao ministério pastoral e muito mais que uma profissão ou uma vida marcada pelo marketing gospel. O real sentido da vocação pastoral é proclamamos a palavra de Deus de uma maneira limpa e correta, para que as pessoas possam manter contato com as realidades elementares e básicas de sua existência, para que saibam o que está acontecendo em suas vidas regeneradas. A vocação e um presente de Deus aos seus escolhidos. A vocação não e um produto consumível, não estamos para agradar os consumidores, e nem fornecedores, mais para agradar a pessoa de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. Chamais poderemos entre na vida de um pastor diretor de programação. E sim do chamado ao pastoreio do diretor espiritual:
“Com essa mudança de paradigma, tudo muda. O lugar em que estamos não é mais uma posição para exercício do controle; é um lugar de louvor, um local sagrado de adoração e mistério onde direcionamos nossa atenção a Deus”.[4]
    Este livro chamou-me à atenção de que temos que a cada dia, nos analisarmos e buscarmos com muito cuidado, fazer; a vontade de Deus e não a nossa! Que o ministério pastoral sempre será uma benção de Deus se fomos obedientes ao chamado e Deus em nossas vidas. Temos que aprender a sim como Jonas a linguagem da comunhão com a igreja e com o dono Jesus Cristo.

SPB - SEMINÁRIO PRESBITERIANO DE BRASÍLIA
BACHAREL EM TEOLOGIA
Poimênica: 1
Aluno: Silvio Ribeiro Fernandes.
Professor: Reverendo Geomário Moreira Carneiro.
Data: 14/09/2009
Resenha para obtenção do Título de Bacharel em Teologia.


[1] A vocação espiritual do pastor (Eugene Peterson) pg. 15.
[2] A vocação espiritual do pastor (Peterson Eugene) pg.16
[3] A vocação espiritual do pastor (Peterson) pg.27
[4] A vocação espiritual do pastor (Peterson Eugene) pg.157