sábado, 13 de fevereiro de 2010


“OS EVANGELHOS”
A palavra evangelho significa: “Boas Novas”.
Portando, não temos quatro evangelhos, mas quatro evangelistas que escreveram, cada um, conforme sua visão (aquilo que aprove Deus), as boas-novas de salvação, acerca do Senhor Jesus Cristo.
Os evangelhos têm por meta apresentar o "Único Senhor e Salvador do mundo" aos quatro grupos de povos em que se dividia a humanidade:
1. JUDEU (religiosos)
2. GREGOS (intelectuais)
3. ROMANOS (dominadores)
4. GENTIOS (nações pagãs)
Os evangelhos são quatro, com características diferentes para alcançar quatro classes de povos que representava a humanidade da época.
Veja o quadro:

MATEUS – PROFÉTICO
CARACTERÍSTICAS DE JESUS: REINO/REI
ESCRITO PARA OS JUDEUS
MATEUS: ENFATIZA OS SERMÕES DE JESUS
O Evangelho do Messias – O Rei começa dizendo que Ele é o Messias prometido a Abraão que se assentará no trono de Davi: e termina com Sua ressurreição, a prova certa e absoluta de tudo isto.

MARCOS – PRÁTICO
CARACTERÍSTICAS DE JESUS: SERVO/PODEROSO
ESCRITO PARA OS ROMANOS
MARCOS: ENFATIZA OS MILAGRE DE JESUS
O Evangelho do Servo Fiel e Obediente de Deus começa contar logo a história do serviço da vida do servo fiel, obediente e Divino: e termina com este Servo exaltado no céu.

LUCAS - HISTÓRICO
CARACTERÍSTICAS DE JESUS: FILHO DO HOMEM/PERFEIÇÃO
ESCRITO PARA OS GREGOS
LUCAS: ENFATIZA AS PARÁBOLAS DE JESUS
O Evangelho do Filho do Homem começa contando a história do homem perfeito chamado Jesus: e termina com este Homem subindo para Deus nos céus.


JOÃO - ESPIRITUAL
CARACTERÍSTICAS DE JESUS: FILHO DE DEUS/DIVINDADE
ESCRITO PARA TODOS OS POVOS UNIVERSAL
JOÃO: ENFATIZA A DIVINDADE DE JESUS
O Evangelho do Filho de Deus começa com o fato que Ele é Deus: e termina com a promessa a sua vinda gloriosa e poderosa.

Nos livros dos profetas do AT há muitas profecias sobre a vinda de Jesus Cristo. Os evangelhos registram o cumprimento dessas profecias.
"O tema central de toda a Bíblia e o Senhor Jesus" é evidente que o personagem mais importante dos evangelhos é JESUS! Os autores destes evangelhos registraram com detalhes os fatos mais importantes da vida do Messias, Jesus é o personagem mais conhecido e popular das escrituras. Tudo e todos giram em torno Dele e para Ele.
Ainda que os primeiros escritos do novo testamento não tenham sido os quatro evangelhos (algumas epístolas foram escritas antes), Mateus, Marcos, Lucas e João são as fontes primaria sobre o estudo do ministério do Senhor Jesus Cristo.

Os evangelhos não são propriamente biográficos, nem contam a história da vida de Cristo. Ainda que históricos, os evangelhos não estão completos quanto ao aspecto de relatar a vida inteira do Senhor Jesus (João 21:25).
Eles apresentam um “retrato universal” do Messias, o grande rei de Israel e salvador do mundo; contam os eventos principais da vida e ministério de Jesus Cristo.
Os evangelhos foram escritos durante o tempo do Império Romano.
O termo evangelho vem da palavra hebraica Bissar e do Grego Evagellion, que significa boas novas de salvação. Esta palavra está registrada 112 vezes na Bíblia – Mt 4:23; Ap. 14:6. No passado, o conhecimento divino se dava através de visões, mensagens, sonhos, etc. No Novo Testamento, Deus vem em pessoa humana, em carne e osso, para que o homem o conhecesse como nunca antes. Muitos não tiveram o privilégio de estar ao lado de Jesus durante sua vida terrena. Para esses, entre os quais estamos nós, Deus providenciou que a vida, a obra e a mensagem de Jesus fossem registradas, afins de que, por meio de tais registros viéssemos a crer nele e conhecê-lo. Tais escritos são os Evangelhos.

“OS EVANGELHOS SINÓTICOS”Ao lemos os três primeiros evangelhos, percebe-se grandes semelhanças, mas também, algumas diferenças.
Mas não se trata de contradição, pois a Bíblia de maneira nenhuma ser contradiz, pois ela mesma é a Palavra de Deus aos homens (Sl. 119:105).
Cada evangelista escreveu segundo a experiência que vivenciou ou ouviu, e, destacou aquilo que julgou mais importante para informar ao povo, que tinha em mente, quando a eles a escreviam.
Estes três primeiros evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas) são conhecidos por evangelhos sinóticos, porque ao contrario do evangelho de João, apresentam um conjunto da vida do Senhor Jesus. Logo, estes três evangelhos, podem ser vistos coletivamente.
A palavra sinótico vem do Latim Synopticos, que tem forma de sinopse; resumido.
Sinopse – significa ver em conjunto, ver coletivamente.


Os evangelhos sinóticos visualizam Cristo na sua esfera humana. Já o evangelho de João focaliza o Senhor Jesus Cristo como Deus-homem; a encarnação da Divindade.
Os sinóticos nos oferecem todo um conjunto de ensinamentos morais sobre as condições de entrada ou de existência no Reino: a pureza de intenção, a prece, o jejum, a esmola, a castidade, a fidelidade conjugal, o desapego das riquezas.
Infelizmente, algumas pessoas não respeitam a sabedoria do Espírito Santo na revelação das boas novas. Alguns enfatizam as diferenças nos evangelhos para tentar evitar alguma doutrina que não agrada a eles. Outros especulam que um autor copiou o trabalho dos outros, até a ponto de esquecer que todos foram inspirados por Deus (2 Tm 3:16-17).

Por: Reverendo Silvio Ribeiro

sábado, 7 de novembro de 2009

O Diácono e seus fundamentos


Diáconos são homens especialmente qualificados e escolhidos para servir a igreja sob a supervisão do pastor e presbíteros.
O diácono é o oficial eleito pela igreja e ordenado pelo conselho da igreja, para; dedicar-se especialmente à:
· Arrecadação de ofertas para fins piedosos;
· Cuida dos pobres, doentes e inválidos e viúvas;
· Manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino;
· Exercer a fiscalização para haver boa ordem na Casa de Deus e suas dependências. (1Tm 3:8-12).
· Alguns diáconos também podem Pregar a Palavra de Deus, claro! Se tiverem chamada para tal fim (1 Co 12:4-11).

Introdução: A palavra "diácono" vem de uma palavra grega (diakonos) que é encontrada umas 30 vezes no NT. Palavras semelhantes são diakonia (ministério ou diaconato) e diakoneo (servir ou ministrar). "Diácono" quer dizer "atendente" ou "servente".

Palavra "Diácono" é empregada num sentido específico: na primeira carta de Paulo a Timóteo 3:8, onde Paulo começa a especificar algumas das qualificações dos servos especiais, vocacionados e escolhidos pela igreja. É claro que ele não está falando sobre servos no sentido geral (todos os cristãos), porque as qualificações definem um grupo limitado de homens.

Veja as qualificações desses servos segundo a Bíblia Sagrada: "Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário serem respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerça o diaconato. Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa. Pois os que desempenharem bem o diaconato alcança para si mesma justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus" (1Tm. 3:8-13).
A Palavra de Deus traduz o termo “diácono” como serviço, ministério, assistência. Portanto, o diácono é aquele que, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, que veio especial para servir (Mt 20:28), tem o dom se servir às pessoas para a Glória de Deus.

REQUISITOS BÁSICOS PARA O OFÍCIO DE DIÁCONO

1. SER VOCACIONADO: O que faz válido um ofício de diácono é a vocação, de modo que ninguém pode executá-lo correta e ordenadamente sem haver sido chamado antes por Deus. A eleição do diácono é uma evidência de que Deus vocacionou aquele irmão para este ofício. De convicção desta vocação.

2. SER DISCÍPULO DE JESUS CRISTO: Os diáconos eleitos pela igreja são escolhidos entre os discípulos de Jesus Cristo, membro de Seu corpo (At 6:1, 3).

3. TER BOA REPUTAÇÃO: O diácono precisa e teve de ter o reconhecimento perante a igreja e a sociedade onde vive te uma vida digna e transformada por Deus (At 6:3).

4. SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO DE DEUS: Como todo bom cristão, o diácono precisa e necessita ser cheio do Espírito Santo, para desempenhar as suas atividades dignamente, demonstrando sempre alegria (mesmo na tristeza), paz, amor, longanimidade e mansidão etc (At 6:3).

5. SER UM CRISTÃO RESPEITÁVEL: O diácono deve ter um procedimento sério, digno de todo respeito e admiração por parte de todos na igreja e na comunidade ou rua onde mora. Se um homem sempre pronto para toda a boa obra (Rm 13:7).

6. SER CHEIO DE SABEDORIA: Sabedoria concedida pelo Espírito Santo para saberem como resolver os problemas que existem e os que vão surgir (Mt 10:19-20).

7. TER UMA SÓ PALAVRA: Não deve ser um difamador ou mexeriqueiro, não deve ser alguém que pense uma coisa e diga outra totalmente diferente, não deve ser uma pessoa que diz uma coisa para pessoa e algo diferente para outra (Mt 5:33-37).

8. DEVE CONSERVA O MINISTÉRIO DA FÉ COM A CONSCIÊNCIA LIMPA: O diácono deve conservar-se firme na revelação graciosa de Deus, com a consciência pura, sem contaminações com filosofias humanas, se um obreiro espiritual segundo o coração de Deus (2Tm 3:9).

9. NÃO COBIÇOSOS DE SÓRDIDA GANÂNCIA: O diácono não pode ser alguém que lucra desonestamente. O lucro em si não é pecaminoso, contudo ele pode ser torna vergonhoso se sua obtenção passa a ser o nosso objetivo primário, em detrimento da glória de Deus (Mt 6:19, 33).

10. SEJAM PRIMEIRAMENTE EXPERIMENTADOS: A conduta do diácono deve ser tão boa que ninguém tenha do que o acusar. Este reconhecimento deve ser por parte da igreja e também da sociedade. Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se (eles) se mostrarem irrepreensíveis, que exerçam o diaconato (1Tm 3:10).

RECOMPENSAS PARA UM DIÁCONO FIEL

A honra concedida por Deus: "Se alguém me serve, siga-me, e, onde Eu estou ali estará também o meu servo. E, se alguém me serviu, o Pai o honrará" (João 12:26).
O reconhecimento da igreja de Cristo e maior firmeza na fé: Pois os que desempenham bem o diaconato, alcançam para si mesma justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus (1 Tm 3:13).
Lembrança graciosa de Deus: Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos (Hb 6:10).
Com tudo, que os diáconos não se esqueçam que são “servos”, segundo o significado do título e não patrões. São para receberem instrução da igreja mais do que ditarem as regras à igreja. É para ajudarem os presbíteros e o seu pastor mais do que dizer-lhe o que deva fazer. Lembrem-se sempre que o ofício é subordinado aos presbíteros e seu pastor.

O QUE A IGREJA ESPERA DOS DIÁCONOS

· Ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres prioriza o Reino de Deus (Mt 6:33), esta nos cultos da igreja, sempre na hora certa.
· Ser constante ofertante, e sempre devolver o dízimo, demonstrando assim exemplo para os demais irmãos da fé, pois o maior exemplo tem que partir dos obreiros da igreja (Tt 1:7).
· Ser irrepreensível na moral, e na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida (1Pe.1:16).
· Ser um bom liderado, pois, um bom liderado será sempre um bom líder como Jesus, nosso Supremo exemplo de vida (Jo 13:15).
· Ser carismático, amoroso e compreensível com todos os irmãos da fé.
· Ser atencioso e sempre esta disponível para ajuda o próximo (1Jo 3:18).
· Ser um diácono sigiloso com os problemas relacionados com os membros da igreja: ex: quanto alguém pecar, evitar comentários para não difama a imagem da igreja e nem a dos irmãos (Rm. 15:1-3).
· Ser um grande conhecedor da Bíblia a Palavra de Deus (1Tm. 4:13).

QUANTO AS PROGRAMAÇÕES DA IGREJA

Quando se falar sobre programações entende-se: cultos aos domingos, escola bíblica dominical, culto de libertação, culto de ensino da palavra e campanhas de oração na igreja, quaisquer atividades realizadas na igreja é uma obrigação santa do diácono está sempre presente.
O obreiro tem por obrigação e amor a obra de Deus e vocação, esta participando de todas as programações da sua igreja.
E nunca faltar aos cultos da sua igreja, principalmente os cultos de domingo (salvo se for Pregar a Palavra de Deus em outra igreja), mas, ainda assim o seu pastor teve se comunicado, para, sim, o pastor falar aos irmãos a ausência do diácono.

QUANTO AO CUIDADO DO DIÁCONO
· Zelar pela boa aparência da sua igreja.
· Procurar manter tudo organizado e em bom estado de uso para os cultos.
· Ele deve saber de tudo o que a igreja possui, e as necessidades da sua igreja.
· Impedir que alguém contribua para a desordem.

FUNÇÕES: O diácono deve ser sempre o primeiro a chegar e o último a sair.
As atividades são função dos diáconos e obreiros de Deus:
· Abrir a igreja e organizá-la.
· Esta sempre alegre e cheia do Espírito Santo para recepcionar os irmãos.
· Orar ao Senhor, pedindo-lhe orientação para o trabalho que será realizado.
· Ficar à porta recepcionando os irmãos e visitantes que forem chegando, e sempre vigiando os carros no estacionamento da igreja.
· Perdi e fazer sinal de silêncio às pessoas que chegarem conversando.
· Permanecer à porta, posicionado para ter uma boa visão da rua e do templo.
· Recepcionar irmãos e visitantes que porventura chegarem atrasados.
· Mostra exemplo de ordem, reverência na igreja.
· Exorta os irmãos e visitantes quanto às conversas paralelas ou desordens, sempre com humildade e carinho e sempre na direção de Deus.
· Acompanhar atento todos os atos do culto.
· Recolher dízimos e ofertas e entrega para o departamento de tesouraria.
· Trata bem os visitantes para que eles se sintam bastante à vontade.

APÓS AS ATIVIDADES:· Recolhe hinários, pastas e papéis que ficarem sobre as cadeiras, deixando-os já prontos organizados para os próximos cultos ou trabalhos na igreja.
· Apagar as luzes dentro e fora da igreja.
· Fechar a igreja corretamente depois que todos saírem.

CONCLUSÃO
O diácono e um dos obreiros mais requisitados na obra de Deus, ou seja, se você for consagrado a pastor, mas sempre será um diácono, um evangelista sempre será um diácono, e assim sucessivamente. O diácono tem que ter em mente que a obra de Deus em sua vida e uma oportunidade única para glorificar o nome de seu Senhor Jesus Cristo.
Que nos obreiros do Senhor, venhamos ter em nossas mentes e corações um amor à obra de Deus, seguindo assim o supremo exemplo de Jesus Cristo, o qual foi o maior obreiro que já existiu.


“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para o homem”.
(Cl 3:23).
“E eis que venho sem demora, e comigo está o galadão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.
(Ap 22:12).
"Pois os que desempenharem bem o diaconato, alcançam para si justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus" (1Tm 3:13).


Por: Reverendo Silvio Ribeiro...

ESTUDO BIOGRÁFICO DE JOSUÉ

Josué: era filho de Num, da tribo de Efraim (Js 1:1).
Foi um grande companheiro de Moises. Josué tinha quarenta anos quando saiu do Egito. A primeira menção que a bíblia faz à sua pessoa está no livro de Ex 17:9, quando Moisés ordena-lhe a escolher homens e a sair à peleja contra Amaleque, nesse versículo já vemos a submissão e obediência.
Quando Moises subiu ao Monte Sinai (Ex 24:13), Josué estava com ele..

Foi enviado por Moises à terra de Canaã e conservou a confiança em Deus, apesar da grandeza dos inimigos que viu diante de si (Nm. 14-9), Deus honra a fidelidade de Josué, exalta-o diante do povo (Dt 31:7), e reveste-o do Espírito de sabedoria para continuar a obra de Deus (Dt 34:9). Josué e eleito para ser o sucessor de Moises (Dt 31:23; 34:9). Josué como servo de Deus conquistou seis nações e aprisionou trinta e um reis (Js 12), depois das conquistas, dividiu as terras entre as tribos (Js 13:22), e, cumprindo todas as determinações de Deus, convocou o povo, exortou-o a permanecer firme nas promessas de Deus (Js 24:14-27). A vida de Josué foi marcada pela obediência, pela submissão, pela integridade e pela coragem.

Tinha o Espírito Santo de Deus e a promessa de vitória, mas não permitiu a exaltação do seu coração, não desconsiderando as ordens de Deus. Entretanto, na ocasião em que Josué vencera Jericó e Ai, ouvindo os gibeonitas o que sucedera, procuraram Josué para estabelecer com ele uma aliança. Josué fora enganado e, sem consultar a vontade de Deus, fez um concerto com esse povo, permitindo a presença de cananeus no meio dos israelitas, o que fora proibido por Deus.

Morreu com cento e dez anos (Js. 24:29), Sepultaram Josué em Timnate-Sera, que esta na região montanhosa de Efraim, para o norte do monte Gaás (24:30).


Por: Seminarista: Silvio Ribeiro...

domingo, 25 de outubro de 2009

O Credo dos Apóstolos

“E perseveraram na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2:42).

Você já ouviu falar do credo apostólico? Muitos de nós evangélicos não. Parece-me que a maioria das igrejas protestante não tem o costume de ensinar este credo aos membros.
O Credo Apostólico parece ser a primeira sistematização da doutrina cristã. Como o nome mesmo diz, ele foi escrito provavelmente pelos Apóstolos.

É simples, mas contém as verdades básicas e principais do Cristianismo. É sem dúvida a primeira Teologia Sistemática escrita por cristãos. Por se uma das primeiras partes da literatura confessional que se aprende, o Credo Apostólico é o credo mais usado em nossas igrejas. Ele é o primeiro dos credos ecumênicos (a palavra ecumênica significa universal, geral, do mundo inteiro). A Igreja Cristã antiga adotou o nome ecumênico para mostrar que ela, na totalidade, aceitava esse credo apostólico (claro, os cristãos apenas).

Apesar de receber o nome de Apostólico, não temos nenhuma evidência de que foi escrito pelos próprios apóstolos ou por alguns deles. O título "Credo Apostólico" foi usado pela primeira vez em 390, no Sínodo de Milão. Em 404, Tirano Rufino escreveu um comentário do credo, contando a história de sua provável origem (de que no dia de Pentecostes os apóstolos, antes de cumprir a ordem de ir aos confins da terra, teriam se reunido e cada um contribuído com alguma parte do credo). Há evidência, no entanto, de que um credo muito semelhante a este já era usado no ano 150.
A verdade, talvez, nunca se saberá. Entretanto, ninguém de sã consciência negará que esse credo reproduz autenticamente o ensino dos apóstolos, fundamentado nas verdades das Escrituras sagradas (1 Co 8.6; 12.13; Fp 2.5-11; 1 Tm 2.4-6; 1Tm 3.16).
Este é o credo mais antigo da igreja, existe desde cerca de 50 anos após os últimos escritos do Novo Testamento:
Quantos artigos têm o Credo e Quais são Eles?
O Credo tem doze artigos:
1) Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.
2) E em Jesus Cristo, um só seu Filho, Nosso Senhor.
3) qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem.
4) Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
5) Desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.
6) Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso.
7) De onde há de julgar os vivos e os mortos.
8) Creio no Espírito Santo.
9) Na Santa Igreja Católica (universal); na comunhão dos Santos.
10) Na remissão dos pecados.
11) Na ressurreição da carne.
12) Na vida eterna. Amém

Desde o início da sua história, a Igreja sentiu necessidade de formular uma regra para professar a sua fé, para exprimir a unidade de todos os cristãos. Assim, surge o credo, um resumo das principais verdades em que acreditamos e que começa com a palavra creio (acredito), que em latim se diz Credo.

O credo é uma fórmula doutrinária ou profissão de fé. No Cristianismo, também é conhecido como símbolo dos apóstolos. A palavra tem origem na palavra credo que significa creio.

“Crer e confessar e segui o credo é entrar em comunhão com a Santíssima Trindade. É também entrar em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus Cristo. Este Símbolo é o selo espiritual, a meditação da alma do povo escolhido de Deus.

A fé é um dom de Deus (Ef 2:8-9), pelo qual o homem submete completamente sua inteligência à vontade de Deus, na certeza de que obedece à verdade absoluta. O autor da carta aos Hebreus afirma que: “Ora a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11:1). Podemos concluir que a fé salvífica implica uma adesão pessoal de Deus ao homem, após receber a fé, o ser humano tem livre acesso a toda a verdade de Deus, mostrando assim, a diferença da fé crista (que se entrega totalmente a Deus) para uma fé meramente humana, nas criaturas. Com efeito, assevera o profeta Jeremias: “Eis o que diz o Senhor: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!” (Jr 17:5).
“Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça" (Tomás de Aquino).


Com a morte dos Apóstolos do fim do primeiro século e a entrada de heresias na Igreja, houve necessidade de se fazer um resumo da fé. Eis que então foi elaborado o Credo dos Apóstolos.


Por: Seminarista: Silvio Ribeiro