sábado, 7 de fevereiro de 2026



 Resenha

 Johnson, Spencer

Quem mexeu no meu Queijo? /Spencer Johnson

Tradução: Maria Clara de Biase – Rio de Janeiro: Record, 2001.

 Spencer Johnson, M.D., é autor de livros que foram sucesso de vendas no mundo inteiro. Ele é o criador e co-autor de O gerente-minuto-TM, o best-seller nº 1 do New York Times. Sua educação inclui um B.A. em psicologia da University of Southern Califórnia, um M.D. do Royal College of Surgeons. Seus diversos livros já foram publicados em vinte e seis idiomas.

   Aquilo que aparentemente era para se um almoço entre antigos colegas de turma inicia-se com um grande e extenso diálogo em torno de uma supreentende história de lutas, superação, encorajamento, medo, comodismo e perseverança em busca de um ideal maior; vitória e sucesso. Após muitas brincadeiras e uma boa comida, começaram a conversa. Eles queriam ouvir e compartilhar mais sobre o que se passava na vida uns dos outros.

    O autor nos leva para uma história de motivação (uma história dentro da outra), meta, inteligência e comodismo, que se passa em um grande labirinto. Os quartos personagens desta fantástica história imaginária (do autor); os ratos Sniff e Scurry, os duentes Hem e Haw, todos eles estão à procura pelo queijo, uma metáfora para o que realmente é mais importante em todas as áreas de nossas vidas, seja ela: no emprego, faculdade, negócios, relacionamentos dentro da igreja, esportes, profissão, etc.

   Após contar a linda e imaginária metáfora de “Quem mexeu no meu Queixo” todos são convidados a extraírem alguma lição para sua vida na totalidade, ou, até mesmo em partes. Começa então um debate, os colegas antigos de turma discutem o que tiraram de proveito da história narrada por seu amigo, e como planejam usá-la em suas vidas.

   Indico esta maravilhosa leitura para todos os líderes da igreja atual e a família em geral. Devemos enxergar dentro de nós, para vermos; “a vontade de Deus em nossas vidas”. Ao ler este livro chegamos à seguinte conclusão: Deus nos capacita e devermos tomar posse; da visão de Deus! Devermos vencer em nossa caminha, os obstáculos, medos, inseguranças, futuro inseto. Mas, existe algo dentro de nós chamada “suficiência em Cristo Jesus”, que nos capacita para mostra a direção e o caminho a seguir, existe um grande “queixo” sempre a frente daqueles que perseveram e buscam a cada dia a novidade de Deus, para as suas vidas e ministério!

Por: Reverendo Silvio Ribeiro

APRECIAÇÃO DE UMA OBRA


      Lopes, Edson Pereira

Fundamentos da teologia da educação cristã / Edson Lopes

Editora: Mundo Cristão, 2010 – São Paulo.

 

   Edson Pereira Lopes e casado e pai de dois filhos. É pastor da igreja presbiteriana do Brasil em Vila Esperança – São Paulo. Doutor em ciências da religião, na área de práxis, religião e Sociedade, pela Universidade Metodista. Mestre em Educação, arte e história da cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Licenciatura Plena em Filosofia pelas faculdades Associadas do Ipiranga. Bacharel em Teologia. É autor de livros: O conceito de teologia e pedagogia na didática magna de Comenius, a inter-relação da teologia com a pedagogia no pensamento de Comenius.

 Edson focaliza em sua abordagem os aspectos da importância da educação cristã para a Igreja do Senhor Jesus, sempre considerando a mesma como agente propagadora da mensagem da Bíblia, para educação de todos.

   Analisando, sempre historicamente e resumidamente, Edson aborta vários períodos na vasta história da educação, dentro dos grandes nomes de homens que deixaram suas marcas em suas épocas. Abordando principalmente a educação hebraica, mostrando que somos herdeiros e devermos da continuidade a obra que se iniciou com o povo hebreu.

   Edson analisa também período nascente do cristianismo e os primeiros séculos, mas, deixa o seu foco principalmente para os apologistas defensores da pura Palavra de Deus.

 Edson analisando a educação cristã como meio e fator principal para a igreja nascente.

   A classe de catecúmenos que tinha a função de educar nos princípios elementares da fé cristã.  Edson apresenta os fundamentos essenciais da educação cristã como pano de fundo da vida cristã, e família, de todo o povo escolhido de Deus. Após mostrar com clareza o sentido bíblico da educação cristã, ele (autor) mostra-nos a diferença de educação religiosa e educação cristã, e que uma, jamais poderá, se confundida com a outra.

   A forma em que o autor aborda a educação cristã abre nossos olhos para uma realidade bíblica, da qual, devermos incentiva dentro das igrejas, a necessidade de ensinar as famílias em geral que; todos devem se comprometeram com a educação cristã no ambiente familiar (nossas casas). E que a igreja sozinha não deve se responsabilizar pela educação bíblica e ética dentro de nossos lares. Família e igreja devem andar, de mãos dadas, pela educação cristã pura, baseada na Palavra da Deus.

   A análise de Edson abri a visão da igreja de Cristo para uma mensagem de nosso Senhor Jesus Cristo: “Fazei discípulos de todas as nações”.

   A ideia do autor enrique mais, a fundamentação da educação cristã em proporções gigantes, pois, precisamos mostra o real valor deste assunto na prática, dentro de nossas congregações.

   Recomendo essa maravilhosa obra para todos os amantes da Palavra de Deus, e principalmente para educadores e mestre cristãos (superintendes e professores da EBD).          Pois será uma ferramenta indispensável para a compreensão do verdadeiro significado da “Educação Cristã”. E como ferramenta para o aprimoramento ministerial dos mesmos!

   Esta obra foi ótima para uma compreensão do verdadeiro significado de educação cristã, pois, a mesma abriu a mente dos leitores para o aprimoramento e lapidação da ferramenta que Deus disponibilizou para a Sua Igreja: “A Bíblia Sagrada” para também usamos a mesma, como uma arma pedagógica a serviço do Reino de Deus.


Por: Reverendo Silvio Ribeiro





domingo, 31 de dezembro de 2023

· A Pregação Visando o Discipulado - Texto Base: Lc 14.25-35.

- O QUE É A PREGAÇÃO

Essa pergunta se faz realmente necessária? Sim! Por que confundimos pregação com várias coisas dentro do culto ou encontros em nossos templos religiosos. Saber o valor e, o que é a pregação, ajudará no progresso da igreja de Jesus Cristo sobre a terra.

A pregação na verdade é algo básico, e fácil. Pregar nada mais é, do que falar das grandezas de Deus expostas nas palavras canônicas dos 66 livros da Bíblia Sagrada. A pregação é o meio pelo qual Deus realiza seus propósitos eternos (Sl 139) e compartilha com sua igreja amada. Por isso a pregação bíblica se faz necessário para sobrevivência de uma igreja saudável. O Reverendo Hernandes Dias Lopes diz: “A pregação expositiva é um dos melhores instrumentos para produzir o crescimento sadio da igreja”.[1] Pregar é de certa forma; comunicar as grandezas de Deus manifestada na pessoa de Jesus Cristo.

Por isso, que a pregação bíblica jamais poderá ser terceirizada por: teatro, entretenimento, músicas, coaching etc. A pregação foi, e continua sendo a maior ferramenta de Deus para o crescimento do seu rebanho. Nosso Senhor Jesus relatou o seguinte: “Jesus, porém, lhes disse: Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso que eu vim” (Mc 1.38). Nosso mestre Jesus deu ênfase ao ministério da pregação.

 

- A FUNÇÃO DA PREGAÇÃO NA VIDA DA IGREJA

Se a pregação bíblica é essencial para o crescimento e fortalecimento da igreja, uma segunda pergunta se faz necessária: qual a função da pregação na vida da igreja? Se a pregação expositiva faz parte da característica de uma igreja considerada bíblica e saudável, devemos agora saber porque, ou seja, qual sua função no corpo de Cristo e na igreja local. O saudoso John Stott disse: “A pregação é indispensável para o cristianismo”.[2] A pregação tem uma função didática e pedagógica para igreja. Seu poder traz benefícios incontáveis para caminhada dos discípulos de Cristo, pois a mesma tem poder para: alimentar e nutrir (1Pe 2.2), fazer crescer (2Pe 3.18), fazer-nos amar há todos indistintamente (Mt 5.38-48; 22.15-22) etc.

Uma função primordial da pregação bíblica é levar os ouvintes a Cristo, sabemos que toda a Escritura Sagrada aponta para um único alvo: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.35). De Gênesis a apocalipse Jesus Cristo é o tema central dos oráculos de Deus (Rm 3.2; Hb 5.12; 1Pe 4.11). Por isso observamos, que o assunto central dentro da história da redenção é apontar para o sacrifício vigário de Cristo (Is 52.13-15; Lc 24.13-53).

Testemunhos pessoais por, mais que seja edificante; não é pregação! Goldsworthy diz: “Pregar sobre nós mesmos, nossos problemas e nosso caminho para uma vida melhor, e fazer isso sem qualquer apelo à importância do evangelho, é distorcer radicalmente o entendimento da humanidade e o significado da Escritura”[3]. Uma pregação que não leva seus ouvintes a Cristo, não é uma pregação bíblica!

 

- A PREGAÇÃO VISANDO O DISCIPULADO

O Método Expositivo de Jesus visava o Discipulado bíblico através da exposição das Escrituras, pois nosso Senhor, mirava sempre o coração do ouvinte: “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.26). Observamos nas palavras iniciais de Jesus o verdadeiro custo do discipulado bíblico na vida dos seus discípulos.

A pregação visava o crescimento e amadurecimento dos discípulos; por isso Jesus exigia total desprendimento das coisas do mundo: “E qualquer que não tomar sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lc 14.27; cf. Tg 4.1-4). Para Jesus, todo o bom discípulo, era um arauto, ou seja, emissário, enviado ou mensageiro (Mc 16.15). Todas as prerrogativas atribuídas aos discípulos de Cristo.

Na Perícope em questão (Lc 14.25-33) observamos que o Dr. Lucas faz uso do verbo grego: “μισέω” (misein), sendo este semelhante ao verbo hebraico שָׂנֵא (sane) que o Senhor Jesus usou, o termo quer dizer não somente “odiar”, mas também amar menos’’ (Gn 29.31,33; Dt 21.15), “não amar igual a outro”não amar com a mesma intensidade (Mt 10.37). O que Jesus quer ensinar a seus discípulos, é que o amor que seus seguidores devem ter por Ele, deve ser tão grande, que o melhor amor humano é ódio em comparação.

A pregação visa o fortalecimento do discípulo de Cristo (2Pe 3.18). Através da pregação nosso Mestre Jesus educa seus seguidores no caminho que devem andar e permanecer (Jo 14.6,15). Jesus usava sempre seu método pedagógico para ensinar as Escrituras Sagradas aos seus ouvintes, através da exposição bíblica.

O que são, afinal, práticas pedagógicas?

As práticas pedagógicas se organizam intencionalmente para atender a determinadas expectativas educacionais solicitadas/requeridas por uma dada comunidade social.

Sua representatividade e seu valor advêm de pactos sociais, de negociações e deliberações com um coletivo. Ou seja, as práticas pedagógicas se organizam e se desenvolvem por adesão, por negociação, ou, ainda, por imposição.[4]

Toda pregação tem uma função didática, o evangelho tem por objetivo maior; reconciliar o pecador, com seu criador (Deus) através do sacrifício vigário de Jesus Cristo (1Tm 2.5; Hb 12.14).

Observamos no método expositivo de Jesus, que uma mudança era necessária a nível de coração (Jr 17.9,10), seu discipulado visava o coração doente dos pecadores (Rm 3.23) por isso a mudança era necessária a nível de coração: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem” (Mt 15: 10-11).

A Pregação visando o discipulado tinha um foco; a glória de Deus! Os seguidores deveriam calcular, verificar se realmente estavam dispostos a seguir a Jesus (Lc 14.28-32).

Por: Reverendo Silvio Ribeiro 

 

 

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA

ALMEIDA, João Ferreira - Bíblia Sagrada / João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2ª Ed: São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil,1999. 896 p. ISBN: 978-85-311-0273-8.

GOLDSWORTHY, Graeme. - Pregando toda Bíblia como Escritura cristã: a aplicação da teologia bíblica à pregação expositiva. Graeme Goldsworthy. 2ª Ed: São Paulo: Editora Fiel, 2013.

GINGRICH, F. Wilbur. – Léxico do Novo Testamento: grego, português / F. Wilbur Gingrich. São Paulo, SP. Editora: Vida Nova, 2007. ISBN: 978-85-275-0085-2.

GONÇALVES, Augusto, Barbosa (Org.) – Pregação na Pós-Modernidade / Leonardo F. Gonçalves, Michel Augusto e Herbert Barbosa (organizadores) Brasília, DF. Editora Cruz, 2020. ISBN: 978-85-87427-02.

MORRIS, Leon L. - Lucas – Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica / Leon L. Morris. 1ª Edição. São Paulo, SP. Editora: Vida Nova. 2007. ISBN: 978.85-275-0158-3.

REIMER, Johannes. – Liderando pela Pregação: Uma visão diferenciada / Johannes Reimer. Curitiba, PR: Editora Evangélica Esperança, 2011. ISBN: 978-85-7839-4.

STOTT, John. Eu creio na pregação / John Stott. 2º Ed: São Paulo: Vida Nova, 2003. ISBN: 85-7367-693-0.

Sites consultados:  https://pontodidatica.com.br e https://bibliotecabiblica.blogspot.com



[1] LOPES, Hernandes Dias. – Pregação Expositiva. (2008). Pág. 13.

[2] STOTT, John – Eu Creio na Pregação. (2003). Pág. 8.

[3] GOLDSWORTHY, Graeme. – Pregando toda Bíblia como Escritura Cristã. (2013). Pág. 113.