terça-feira, 10 de maio de 2016

RESENHA



Resenha
Silvio Ribeiro

    George, Timothy
Teologia dos reformadores /Timothy;
Tradução Gérson Dudus e Valéria Fontana. – São Paulo;
Vida Nova, 1993.

    Timothy George é diretor-Fundador e professor de teologia da Beeson Divinity School. Ele é mestre em teologia pela Harvard Divinty School e doutor na mesma área pela Harvard University. Ensina história da igreja, teologia histórica e teologia dos reformadores. Alem disso, é editor-executivo da Christianity Today e participa também do conselho editorial da The Harvard Theological Review, Christian History e Books & Culture. É casado com Denise e pai de Christian e Alyce.
    Em assuntos sobre história da igreja e a teologia dos reformadores, ele é um dos nomes de referência na atualidade, é muito respeitado nos seminários e no meio acadêmico em geral, por sua vasta experiências sobre o tema.
    Esta obra preocupa-se com o meio acadêmico e teológico, mais também mostra de uma maneira simples e clara para leigos e iniciantes os aspectos para básicos a teologia e fundamentos dos reformadores que contribuíram e deu a igreja de Jesus Cristo o retorno aos rudimentos de Deus, a saber, a sua vontade decretada contida na bíblia.
     Este grande compêndio teológico sobre a teologia dos reformadores tem o inicio com um breve comentário sobre vários aspectos da reforma contendo informações boas e ruins. O autor coloca de maneira agradável e carinhosa como foi seu inicio para a composição desta grande obra e suas dificuldades aparentes. Um breve prefacio e uma fascinante explanação teológica sobre reforma e seus grandes nomes.
     Timothy George mostra que este tema riquíssimo da literatura cristã foi colocado também em algumas palestras e aperfeiçoada para então chegar a ser publicada, o próprio fala sobre grandes e valiosas sugestões ao tema sugerido.
    Nos capítulos iniciais vemos um grande e rico comentário sobre as perspectivas do estudo da reforma é o debate entre os historiadores sobre a questão da reforma ter sido arcaica ou inovadora. O autor antes mesmo de entrar no propósito da qual quer abordar em seu livro mostra as variedades de abordagens contraditórias, antes de expor o seu pensamento e sua pesquisa sobre a teologia dos reformadores.
    E sobre as sombras do passado ao ser estudado George diz que estava impressionado com o contexto secular dos grandes eventos atuais, ele diz também que muitas vezes somos tentados a interpretar de maneira errada o passado com nossos pressupostos e aspectos padrões atual, em vez da época que estamos pesquisando e estudando.
    Após seus comentários introdutórios e sua visão ampla e sistemática sobre os aspectos das visões contraditórios da reforma no qual são descritos, ele começa oferecendo um perfil mais detalhado e abrangente dos quatro maiores reformadores do século XVI, Martinho Lutero, Ulrich Zuínglio, João Calvino e Menno Simons.
     A obra mostra assim as contribuições de cada um desses reformadores para o crescimento da igreja, suas polêmicas e debates teológicos acerca da doutrina da igreja e de suas convicções bíblicas, das crenças e mitos da igreja romanista. Cada reformador citado nesta ordem acima mostra os lados iguais, ou seja, suas visões gerais acerca de Deus, a bíblia e a igreja. Timothy mostra amplamente os reformadores e também visões e conceitos totalmente opostos um do outro. Apartir de suas convicções teológicas, e de suas visões e opiniões eclesiásticas e bíblicas, têm uma vasta compreensão de cada reformador suas teorias e suas contribuições para a igreja de Cristo Jesus.

    Introduzindo a reforma e seus objetivos, os personagens abordados como: Lutero, Zuínglio, Calvino e Menno, cada reformador estão situados na nascente de uma tradição altamente confessional muito importante na reforma. Lutero e Zuínglio foram os reformadores da primeira geração; João Calvino e Menno, da segunda geração.
    Martinho Lutero, o grande gênio teológico e convicto de sua libertação por meio da fé salvífica, e o mentor e executor da reforma protestante, deixaram sua marca notável nas igrejas que abraçaram os seus ideais. Zuínglio e o grande mestre João Calvino, os reformadores de Zurique e de Genebra, são os autores ou co-autores da tradição reformada, que se espalhou para muito além das fronteiras de sua amada nação. Menno líder dos anabatistas em comparação com esses três nomes da reforma é um estranho no ninho[1]. Radicalizou e abandonou sua vida sacerdotal e tornou-se líder de um dos grupos mais importantes da reforma radical.
    A igreja passou por muitas turbulências teológicas e doutrinarias e muitos estudiosos e mestres da pura palavra de Deus, ansiavam por muitas mudanças da igreja e que se tratava de liturgia e concepções teológicas, então a reforma não foi nada mais que uma resposta especifica as ansiedades e orações dos homens de Deus de suas épocas.
    Os temas como culpa e morte estão intimamente relacionados ao que era talvez a ansiedade predominante na sociedade da baixa idade média, uma crise de sentido, e por causa disso e vários fatores, o mal-estar espiritual não foi à causa da reforma, mais com certeza constituiu seu pré-requisito. Então a reforma protestante do século XVI, foi à continuação da busca incansável pela restauração da verdadeira igreja de Jesus Cristo.
    Fica claro que apesar de toda a crítica sobre as doutrinas da igreja romanista medieval, os grandes reformadores viam-se num elo com os dogmas principais e fundamentais da igreja primitiva. A reforma possui um significado permanente para a igreja do senhor Jesus Cristo. O tema da infinita soberania de Deus ressoa inequivocamente ao longo das histórias e escritos desses quatro grandes reformadores, pois explanam bem a vontade desse Deus soberano. Os reformadores concordam unanimemente em que a teologia, desde que, verdadeira e moldada pela palavra de Deus, encontra tanto seu ponto de partida quanto a sua meta final no único fundamento bíblico, Jesus Cristo.
    O autor parte de uma investigação profunda de diversas personalidades formadoras, em vez de uma amostra ampla extraída de uma vasta gama de pensadores cristãos e religiosos, ele mostra a vida e conceitos e convicções teológicos desses quatro homens de Deus que contribuíram para a reforma no contexto doutrinário, bíblico e reformado de nossas igrejas. O gênero da teologia histórica que Timothy busca em sua obra é muito riquíssimo para uma boa compreensão da teologia dos grandes reformadores mencionados. Em fim, o significado geral da reforma fica em evidencia clara quando lemos a seguinte sentença: não o que significou, mas também o que significa. Como a teologia desses reformadores pode desafiar, corrigir e orientar nossos próprios esforços para uma teologia fielmente com base na autentica palavra viva de Deus? O autor responde as muitas perguntas.
    Apesar das diferenças e debates altamente complexos, os reformadores trouxeram para a vida da igreja uma boa experiência no que diz respeito sobre a necessidade de se estudar as escrituras sagradas para um bom entendimento da verdade absoluta que é Cristo!
    Ao ler, estudar e analisar a teologia dos reformadores este assunto aprofundou-me mais um pouco sobre estes grandes mestres e executores do movimento de renovação espiritual, e voltei-me aos rudimentos básicos da fé e da verdade de Deus. Roger Olson no seu livro sobre história da teologia cristã[2], fala intensamente sobre a contribuição que os quatro maiores reformadores deram para a sistematização da teologia da igreja atual. E Timothy George neste livro fala com essa mesma intensidade de espírito da vida e objetivos dos reformadores de Deus. O autor foi muito coerente com a história dos reformadores e não deixou dúvidas sobre a vida e a obra de cada um deles. A herança bem explanada pelo autor faz-nos recordar a convicção de que, acima de tudo, o culto deve servir para adorar e louvar o único Deus e Senhor de todos.


“À medida que Cristo reúne seu povo em memória, ao redor do púlpito e da mesa, seremos realmente capazes de adorá-lo em espírito e em verdade”. [3]
(Timothy George)

“Porque melhor é a sabedoria do que joias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela [4]”.
(Provérbios 8:11)

“A história dos reformadores soa aos nossos ouvidos como um som da verdadeira melodia da liberdade em Cristo Jesus [5]”.
(Seminarista: Silvio Ribeiro)


Seminário Presbiteriano de Brasília - DF.
Resenha para obtenção do Titulo de BACHAREL EM TEOLOGIA

Matéria: História do Pensamento Cristão I - Ano:
Professora: Ivonete Silva - Terceiro Semestre 2009
  Data: 25/06/2009.



 
Por: Reverendo Silvio Ribeiro

[1] Palavras segundo Timothy, Teologia dos reformadores, p.21.
[2] Olson, Roger. História da Teologia Cristã. 2000 anos de tradição e reformas. São Paulo: Editora Vida, 2001.
[3] George Timothy. Teologia dos reformadores, p.317.
[4] A Bíblia Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Segunda Edição. Sociedade Bíblica do Brasil. Barueri, SP.
[5] Seminarista: Silvio Ribeiro. Reflexões e meditações.
Gostaria de fazer uma singela homenagem até onde posso com minhas palavras neste dia tão especial. Temos o costume nas festas de fim de ano fazer a famosa troca de presentes entre familiares e amigos. Chamamos de “amigo oculto”, pois, antes de entregar o presente, estimamos os participantes a tentar adivinhar quem será o sortudo da vez. Porém agora o sortudo pela primeira vez nesta brincadeira não é quem recebe, mas quem está a escrever esta singela homenagem a esta pessoa tão especial.
Meu amigo oculto é... Na verdade, nem tão oculto assim! É talvez a pessoa mais conhecida em nosso meio. “Meio” esse que nem sempre se conhecem todos, mas todos conhecem este amigo. E não diga antes do tempo que isso seja um privilégio. Ele é sempre julgado como responsável de tudo que acontece de ruim. Quase sempre mal compreendido e desqualificado como um amigo, companheiro e parceiro das horas difíceis.
Meu amigo oculto é... No meu caso sempre parceiro das horas difíceis e presente nas melhores horas. Tem uma visão diferenciada de mundo, e gostaria de ver as coisas diferente de como elas são. Enxergo ele como um apaixonado pelo conhecimento e apesar dos protestos, nos aniversários e datas especiais sempre dá um livro de presente.
Meu amigo oculto é... Ele diz as vezes que tem a cara feia, e em parte concordo, mas quando se tem a oportunidade de conversar e se conhecer melhor sempre se surpreende com a beleza de suas atitudes.
Meu amigo oculto é...  Uma das pessoas que ajudaram a crer que existe Deus. É fácil dizer que Ele existe, o difícil é demonstrá-lo, percebo Deus na vida de meu amigo oculto.
Meu amigo oculto é... Bom, acho que já deu para adivinhar de quem estou falando. Talvez não tenha o presente que meu amigo merece, nem quero dar um livro como ele gosta de dar pois tem uma biblioteca particular inteira para ler. Chegou a hora de dar meu presente, e cada vez mais tenho plena convicção que nesta oportunidade, quem recebe mais uma vez o presente sou eu mesmo que é sua amizade! Me permita retirar para um abraço o título de pastor ou de reverendo pois admiro muito seu trabalho e por isso esta homenagem de sua igreja, mas ainda queria dizer que:
Meu amigo oculto é...  o nada oculto Silvio Ribeiro Fernandes.

Por: PEDRO FERNANDES 
17 de Dezembro de 2015 - Homenagem pelo Dia do Pastor Presbiteriano
1º IGREJA CRISTÃ PRESBITERIANA DE CIDADE OCIDENTAL - GO.

terça-feira, 14 de abril de 2015

A Privatização da Igreja

A chamada igreja emergente e seu evangelho inovador, temos visto nos dias atuais uma maneira diferenciada de evangelho que nem de longe parece as boas novas pregadas por JESUS CRISTO. Vemos, lobos disfarçados de ovelhas privatizando a palavra de DEUS (Mt 7:21-23).  JESUS em seu ministério sempre pregou santidade, arrependimento, renuncia, perdão e vida correta diante de DEUS e da sociedade (Mt 5 ao 8; Ef 4: 17-20). Mais o que se ver hoje em dia e o oposto daquilo que JESUS pregou e ensinou aos seus discípulos.  O evangelho foi privatizado ou não? Vamos tentar responder está fácil pergunta, digo fácil porque o evangelho de hoje e visível quando falamos com a maioria da liderança cristã atual. 
Segundo o dicionário a palavra privatização significa: Pri•va•ti•zar – Conjugar (latim privatus, -a, -um, privado + -izar) verbo transitivo. Passar para domínio de empresa privada o que era do poder do Estado; proceder à privatização. ≠ ESTATIZAR, NACIONALIZA
 
Se a palavra privatizar significa passar para o domínio do privado, aquilo que era público, então segue-se que estamos passando aquilo que era do poder de JESUS CRISTO (ou achamos que estamos), para nosso domínio ou seja, o evangelho que é para a santidade, arrependimento e libertação do homem, o próprio homem o transformou em um cativeiro para sua própria destruição (Jo 10:10). A pergunta então continua: Temos o direito de privatizar a igreja de JESUS CRISTO? A resposta para esse emblemático problema está na própria pergunta, a igreja é de quem? De JESUS CRISTO (Ef 1:22-23). Então o homem não tem direito de distorcer, modificar e nem adulterar as Escrituras Sagradas, pois uma fez sendo feito o mesmo o faz para a sua própria condenação (Ap 22:18-20). Vemos a doutrina, o discipulado, o estudo Bíblico, nem ficando em segundo plano, mas nem passa na cabeça da liderança atual tal ideia, pois o mesmo (estudo Bíblico) só traz problemas (segundo eles). Falo pela experiência pastoral adquirida com pouco tempo de pastoreio. Que as pessoas querem palavras de bênçãos e prosperidades, não querem se confrontadas pela Palavra de DEUS, quando o pastor ou líder falar a verdade contida na Bíblia, se o ouvinte não gosta da mensagem ele pegar e vai congregar em outra igreja (carregado de conceitos próprios e não Bíblico) e muitos pastores na ânsia numerológica (a quantidade de membros dita sua intimidade com DEUS) de ter muitos membros em suas igrejas, se que perguntam; qual foi motivo da pessoa saiu da sua antiga denominação, que foram: insubmissão e falta de palavras que veem massagearem seu ego maligno (Jr 17:9).
A verdadeira igreja de CRISTO na terra precisa tomar uma nova (ou velha) direção, a Bíblia Sagrada! Precisamos urgentemente de uma unidade entre as igrejas historicas protestantes (evangélicas), e como começar isso? Falando a mesma linguagem! Devemos lutar pelos valores Bíblico Cristão, e vencer os males que assolam a igreja. A privatização do evangelho na verdade e um engano maligno para destruir os valores essenciais da fé cristã, esses valores como: Estudos Bíblicos, disciplina, unidade, oração sacramentos (coletiva como corpo de CRISTO), congregar e etc. Não poderá jamais se negociado e nem privatizado em nome da fama “Gospel”. Precisamos mas que urgente, trabalhar para que o verdadeiro evangelho de JESUS CRISTO, retorne aos púlpitos de nossas igrejas, e que o povo que se reuni para adoração nos templos possa degustar a verdadeira Palavra de DEUS sem misturar e sem fermento doutrinário da privatização da igreja de JESUS CRISTO

Somente a DEUS a glória!

Por: Reverendo: Silvio Ribeiro

(Teólogo e Pastor da Igreja Cristã Presbiteriana em Samambaia Sul -DF).

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A IGREJA E A SOCIEDADE DE CONSUMO

A igreja e a sociedade pós-moderna de consumo e um dos temas relevantes para todos nos cristãos do século XXI. A real condição consumista do sistema capitalista e globalizado atual, também tem entrado em nossas igrejas e teologia, principalmente em cima de nossos púlpitos. A dita teologia da prosperidade consumista, ou seja, neo-pentecostal, traz uma louca e desenfreada ganância no meio do povo de Deus para consumirem tudo, ou seja, Deus lhe prospera em tudo principalmente no lado financeiro. Quando mais você de ofertas (chamada de sacrifícios financeiros) mais você será um crente abençoado por Deus (segundo eles!) mais a realidade e outra, por detrás desta doutrina teológica segue-se um povo consumista e obcecado pelo consumo, que na verdade e produto e influenciado pela mistura: globalização-capitalismo-pragmatismo e outras aberrações.
Algumas seitas ou desculpe, algumas igrejas lideradas por seus lideres determinam o grau de intimidade com Deus, com o número de bens que seu discípulo possui, ou seja, se anda de carro novo e prospero esse discípulo está em plena comunhão com Deus. Se algum discípulo de sua igreja não e prospero (anda de ônibus ganha um salário mínimo etc), e esse tal esta com a vida no pecado ou não tem fé suficiente para se prospero. Jesus diz: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lc 12:15).
Um dia desses li um comentário de um líder religioso de certa cidade (pobre porem humildade), que estava comentando que tal município estava sendo abençoado por Deus por ele (líder religioso) ter visto um carro importado na rua. Note: a cidade esta cheia de buracos, criminalidade em alta, desemprego e corrupção em todos os setores da sociedade local. E simplesmente por ver um carro importado este tal profeta da economia capitalista diz que sua cidade esta abençoada? Esta é a visão da maioria dos evangélicos contemporâneos de nosso BRASIL GOSPEL BRASILEIRO....
Mas, o que realmente o senhor Jesus Cristo diz a respeito do consumo desenfreado, da aquisição de bens e riquezas nesta terra, será que a Bíblia diz realmente que todos que vierem a Cristo serão ricos neste mundo? Que carros, casas, luxo, dinheiro e prosperidade financeira realmente são sinônimos de vida com Deus? Você não pode trabalhar buscando somente as riquezas ao ponto de estragar seus relacionamentos familiares e seu desenvolvimento espiritual e ministerial.
Para não pecar e colocar experiências humanas, pois certa feita o grande reformado protestante Martinho Lutero disse: "Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias".   Vamos pesquisa o manual verdadeiro de tudo cristão autenticado por Deus; a Bíblia Sagrada.
Segundo o estudioso Rousas J. Rushdoony: “A riqueza é moralmente boa, mas é um bem subordinado, um meio para uma vida melhor, e não um fim em si mesmo. E ela é muito incerta para ser o objetivo da vida (Mt 6:19s.), e a riqueza pode co-existir com a pobreza de alma (Lc 12:16-21;14:18s.; Mt 22:6s). Assim, a riqueza tem perigos morais quando ela se torna primária, e não secundária na vida de um homem. Não é o dinheiro que é a raiz de todos os males, mas “o amor ao dinheiro”, e a cobiça por dinheiro com esse amor pervertido é citado como pecado por Paulo (1Tm 6:10). Os socialistas podem ser tão culpados de “amor ao dinheiro” como qualquer outra pessoa. Dessa forma, riqueza e prosperidade podem ser perigosas, se os homens fazem dela o objetivo da vida, se eles as idolatram”.[i]

 Nos pastores da última hora devemos conscientizar o povo de Deus a se contenda com o que tem, e buscar como primícias o Reino de Deus (Mt 6:33). Para o reformador João Calvino a riqueza residia em não desejar mais do que se tem e a pobreza, o oposto. O dinheiro não é a verdadeira riqueza, mas Deus tem riquezas verdadeiras para você no céu. Você já pensou; porque Deus deveria lhe confiar às verdadeiras riquezas se você não foi fiel na aplicação das riquezas terrenas?

A única e verdadeira fonte de riqueza e prosperidade foi e sempre será a vontade de Deus em nossas vidas; regenerada pelo Espírito Santo. Não devemos se contra a prosperidade financeira, pois a riqueza em seu sentido divino tem que se para a glória de Deus! “Nossa cobiça é um abismo insaciável, a menos que seja ela restringida; e a melhor forma de mantê-la sob controle é não desejarmos nada além do necessário imposto pela presente vida; pois a razão pela qual não aceitamos esse limite está no fato de nossa ansiedade abarcar mil e uma existências, as quais debalde sonhamos só para nós.” [ii]

Por: Reverendo Silvio Ribeiro
(Teólogo e Pastor da Igreja Cristã Presbiteriana em Samambaia Sul - DF)





[i] Cristianismo & Capitalismo, Autor: Rousas J. Rushdoony
(originalmente publicado na década de 1960, Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto; monergismo.com Dezembro/2008).

[ii] João Calvino, As Pastorais, (1Tm 6:7), pág. 168.