terça-feira, 14 de abril de 2015

A Privatização da Igreja

A chamada igreja emergente e seu evangelho inovador, temos visto nos dias atuais uma maneira diferenciada de evangelho que nem de longe parece as boas novas pregadas por JESUS CRISTO. Vemos, lobos disfarçados de ovelhas privatizando a palavra de DEUS (Mt 7:21-23).  JESUS em seu ministério sempre pregou santidade, arrependimento, renuncia, perdão e vida correta diante de DEUS e da sociedade (Mt 5 ao 8; Ef 4: 17-20). Mais o que se ver hoje em dia e o oposto daquilo que JESUS pregou e ensinou aos seus discípulos.  O evangelho foi privatizado ou não? Vamos tentar responder está fácil pergunta, digo fácil porque o evangelho de hoje e visível quando falamos com a maioria da liderança cristã atual. 
Segundo o dicionário a palavra privatização significa: Pri•va•ti•zar – Conjugar (latim privatus, -a, -um, privado + -izar) verbo transitivo. Passar para domínio de empresa privada o que era do poder do Estado; proceder à privatização. ≠ ESTATIZAR, NACIONALIZA
 
Se a palavra privatizar significa passar para o domínio do privado, aquilo que era público, então segue-se que estamos passando aquilo que era do poder de JESUS CRISTO (ou achamos que estamos), para nosso domínio ou seja, o evangelho que é para a santidade, arrependimento e libertação do homem, o próprio homem o transformou em um cativeiro para sua própria destruição (Jo 10:10). A pergunta então continua: Temos o direito de privatizar a igreja de JESUS CRISTO? A resposta para esse emblemático problema está na própria pergunta, a igreja é de quem? De JESUS CRISTO (Ef 1:22-23). Então o homem não tem direito de distorcer, modificar e nem adulterar as Escrituras Sagradas, pois uma fez sendo feito o mesmo o faz para a sua própria condenação (Ap 22:18-20). Vemos a doutrina, o discipulado, o estudo Bíblico, nem ficando em segundo plano, mas nem passa na cabeça da liderança atual tal ideia, pois o mesmo (estudo Bíblico) só traz problemas (segundo eles). Falo pela experiência pastoral adquirida com pouco tempo de pastoreio. Que as pessoas querem palavras de bênçãos e prosperidades, não querem se confrontadas pela Palavra de DEUS, quando o pastor ou líder falar a verdade contida na Bíblia, se o ouvinte não gosta da mensagem ele pegar e vai congregar em outra igreja (carregado de conceitos próprios e não Bíblico) e muitos pastores na ânsia numerológica (a quantidade de membros dita sua intimidade com DEUS) de ter muitos membros em suas igrejas, se que perguntam; qual foi motivo da pessoa saiu da sua antiga denominação, que foram: insubmissão e falta de palavras que veem massagearem seu ego maligno (Jr 17:9).
A verdadeira igreja de CRISTO na terra precisa tomar uma nova (ou velha) direção, a Bíblia Sagrada! Precisamos urgentemente de uma unidade entre as igrejas historicas protestantes (evangélicas), e como começar isso? Falando a mesma linguagem! Devemos lutar pelos valores Bíblico Cristão, e vencer os males que assolam a igreja. A privatização do evangelho na verdade e um engano maligno para destruir os valores essenciais da fé cristã, esses valores como: Estudos Bíblicos, disciplina, unidade, oração sacramentos (coletiva como corpo de CRISTO), congregar e etc. Não poderá jamais se negociado e nem privatizado em nome da fama “Gospel”. Precisamos mas que urgente, trabalhar para que o verdadeiro evangelho de JESUS CRISTO, retorne aos púlpitos de nossas igrejas, e que o povo que se reuni para adoração nos templos possa degustar a verdadeira Palavra de DEUS sem misturar e sem fermento doutrinário da privatização da igreja de JESUS CRISTO

Somente a DEUS a glória!

Por: Reverendo: Silvio Ribeiro

(Teólogo e Pastor da Igreja Cristã Presbiteriana em Samambaia Sul -DF).

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A IGREJA E A SOCIEDADE DE CONSUMO

A igreja e a sociedade pós-moderna de consumo e um dos temas relevantes para todos nos cristãos do século XXI. A real condição consumista do sistema capitalista e globalizado atual, também tem entrado em nossas igrejas e teologia, principalmente em cima de nossos púlpitos. A dita teologia da prosperidade consumista, ou seja, neo-pentecostal, traz uma louca e desenfreada ganância no meio do povo de Deus para consumirem tudo, ou seja, Deus lhe prospera em tudo principalmente no lado financeiro. Quando mais você de ofertas (chamada de sacrifícios financeiros) mais você será um crente abençoado por Deus (segundo eles!) mais a realidade e outra, por detrás desta doutrina teológica segue-se um povo consumista e obcecado pelo consumo, que na verdade e produto e influenciado pela mistura: globalização-capitalismo-pragmatismo e outras aberrações.
Algumas seitas ou desculpe, algumas igrejas lideradas por seus lideres determinam o grau de intimidade com Deus, com o número de bens que seu discípulo possui, ou seja, se anda de carro novo e prospero esse discípulo está em plena comunhão com Deus. Se algum discípulo de sua igreja não e prospero (anda de ônibus ganha um salário mínimo etc), e esse tal esta com a vida no pecado ou não tem fé suficiente para se prospero. Jesus diz: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lc 12:15).
Um dia desses li um comentário de um líder religioso de certa cidade (pobre porem humildade), que estava comentando que tal município estava sendo abençoado por Deus por ele (líder religioso) ter visto um carro importado na rua. Note: a cidade esta cheia de buracos, criminalidade em alta, desemprego e corrupção em todos os setores da sociedade local. E simplesmente por ver um carro importado este tal profeta da economia capitalista diz que sua cidade esta abençoada? Esta é a visão da maioria dos evangélicos contemporâneos de nosso BRASIL GOSPEL BRASILEIRO....
Mas, o que realmente o senhor Jesus Cristo diz a respeito do consumo desenfreado, da aquisição de bens e riquezas nesta terra, será que a Bíblia diz realmente que todos que vierem a Cristo serão ricos neste mundo? Que carros, casas, luxo, dinheiro e prosperidade financeira realmente são sinônimos de vida com Deus? Você não pode trabalhar buscando somente as riquezas ao ponto de estragar seus relacionamentos familiares e seu desenvolvimento espiritual e ministerial.
Para não pecar e colocar experiências humanas, pois certa feita o grande reformado protestante Martinho Lutero disse: "Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias".   Vamos pesquisa o manual verdadeiro de tudo cristão autenticado por Deus; a Bíblia Sagrada.
Segundo o estudioso Rousas J. Rushdoony: “A riqueza é moralmente boa, mas é um bem subordinado, um meio para uma vida melhor, e não um fim em si mesmo. E ela é muito incerta para ser o objetivo da vida (Mt 6:19s.), e a riqueza pode co-existir com a pobreza de alma (Lc 12:16-21;14:18s.; Mt 22:6s). Assim, a riqueza tem perigos morais quando ela se torna primária, e não secundária na vida de um homem. Não é o dinheiro que é a raiz de todos os males, mas “o amor ao dinheiro”, e a cobiça por dinheiro com esse amor pervertido é citado como pecado por Paulo (1Tm 6:10). Os socialistas podem ser tão culpados de “amor ao dinheiro” como qualquer outra pessoa. Dessa forma, riqueza e prosperidade podem ser perigosas, se os homens fazem dela o objetivo da vida, se eles as idolatram”.[i]

 Nos pastores da última hora devemos conscientizar o povo de Deus a se contenda com o que tem, e buscar como primícias o Reino de Deus (Mt 6:33). Para o reformador João Calvino a riqueza residia em não desejar mais do que se tem e a pobreza, o oposto. O dinheiro não é a verdadeira riqueza, mas Deus tem riquezas verdadeiras para você no céu. Você já pensou; porque Deus deveria lhe confiar às verdadeiras riquezas se você não foi fiel na aplicação das riquezas terrenas?

A única e verdadeira fonte de riqueza e prosperidade foi e sempre será a vontade de Deus em nossas vidas; regenerada pelo Espírito Santo. Não devemos se contra a prosperidade financeira, pois a riqueza em seu sentido divino tem que se para a glória de Deus! “Nossa cobiça é um abismo insaciável, a menos que seja ela restringida; e a melhor forma de mantê-la sob controle é não desejarmos nada além do necessário imposto pela presente vida; pois a razão pela qual não aceitamos esse limite está no fato de nossa ansiedade abarcar mil e uma existências, as quais debalde sonhamos só para nós.” [ii]

Por: Reverendo Silvio Ribeiro
(Teólogo e Pastor da Igreja Cristã Presbiteriana em Samambaia Sul - DF)





[i] Cristianismo & Capitalismo, Autor: Rousas J. Rushdoony
(originalmente publicado na década de 1960, Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto; monergismo.com Dezembro/2008).

[ii] João Calvino, As Pastorais, (1Tm 6:7), pág. 168.

sábado, 6 de setembro de 2014

"RENDENDO GRAÇAS A DEUS"



"RENDENDO GRAÇAS A DEUS"
O Salmo 107 tem fortes semelhanças com os salmos 105, 106. Todos esses incluem em suas introduções poéticas: “Deem graças a Deus”. Este salmo traz consigo uma convocação solene para louvarmos a Deus pelo seu amor incondicional pelo Seu povo, do qual Ele mesmo fez uma aliança inviolável. 
No seu comentário sobre o versículo primeiro do salmo 107 Calvino diz: “Em primeiro lugar, exorta os que oferecem a Deus tributo de gratidão; os quais, depois que foram libertados da escravidão e da prisão e depois de longa e dolorosa jornada, chegaram em segurança ao seu lugar de habitação”[1].
Este salmo demonstra que a vida da igreja e suas atividades são reguladas pela mão poderosa do nosso Deus! Como Senhor absoluto de todas as coisas, Deus sempre será louvado por merecer tal honra e adoração do Seu povo eleito, que adora e vive uma vida em Deus por exclusiva misericórdia e graça incondicional. Alguns estudiosos da Bíblia traduzem este poema sagrado como: “As libertações de Israel e seu louvor a Deus”.  O livro cinco do saltério, que contém os salmos 107 aos 150, é comparado por muitos como um salmo-deuteronômio.
O Apóstolo Pedro, escrevendo sua primeira epistola usando uma aplicação do antigo testamento e aplicando para a igreja de Jesus Cristo, diz: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe 2:9a). Pedro aqui retorna para a antiga aliança demonstrando o seu total cumprimento em Cristo, e aplicando à igreja os termos referentes a Israel, o Apóstolo esclarece a continuidade entre Israel e a igreja de Cristo, deixando assim para os seus leitores que a igreja e somente ela! É a representante legal e única de Deus na terra, ou seja, povo de propriedade exclusiva de Deus.
Nesses 21 anos de fundação temos muito para agradecer a Deus, não somente por aquilo que Ele fez, mas principalmente por aquilo que Deus é! Seja grato pela bondade de Deus em sua vida. O Salmista diz: “Ofereçam sacrifícios de ações de graças e proclamem com júbilo as suas obras” (Sl 107:22), Devemos adorar sempre a Deus, independentemente das circunstâncias adversas da vida.
Este salmo chama nossa atenção para agradecermos a Deus, pois ele se inicia com uma estrutura bem definida e marcante: louvor a Deus, libertação, clamores, dificuldades e encerra-se com uma afirmação a Iahweh: “Quem é sábio atente para essas coisas e considere as misericórdias do Senhor (Vs.43)
·         Está enfermo, triste ou desanimado? Deus diz: “Na angústia, clame ao Senhor” (Sl 107:13).
·         Está alegre e motivado? Deus diz: “Exaltem a Deus no meio da igreja” (Sl 107:32)
·         Está desempregado, problemas de saúde? Deus diz: “Deus cessa a tormenta” (Sl 107:29)
“Os retos vêem isso e se alegram” (Vs.42a). Que neste dia especial, Deus em Cristo possa abençoar esta congregação que tem feito de Deus seu motivo real de viver! Que sua alegria e motivação não sejam um louvor afinado, um pastor avivado, uma igreja com muitos dons, mas que nossa verdadeira alegria e motivação seja somente em pertencer a DEUS e se alegrar nEle!
Uma Igreja que se agrada em Deus, se fortalece Nele!

Por: Reverendo Silvio Ribeiro
(Texto publicado no boletim de aniversário de 21 anos da 1ª Igreja Cristã Presbiteriana em Cidade Ocidental-GO)

ICP OCIDENTAL: COMO POSSO SER DIFERENTE? ISAÍAS 37.14-20