sábado, 18 de junho de 2011

A Bíblia é a Palavra de Deus!

 “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, par a educação na justiça (IITm 3:16)

"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida, como para o que há de vir."
 (Martinho Lutero)

"Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus."

 (Jesus Cristo Mt 22.29) 

A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. O autor da Bíblia é Deus, seu real interprete é o Espírito Santo, e seu tema central é o Senhor Jesus Cristo, pois toda ela aponta para o sacrifício da Cruz.

A Bíblia por tanto e a Palavra de Deus, pois ela é testemunha concernente a Si mesmo (Jo 8:31). Porque fala sobre Deus, pois foi revelada e inspirada pelo Espírito Santo de Deus aos homens (IITm 3:16-17)

O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração Divina (II Tm 3:16; Jó 32:8; 2 Pe 1:21). É devido à inspiração Divina que ela é chamada a Palavra de Deus (II Tm 3:16).

A palavra “inspiração” no sentido bíblico significa uma influência sobrenatural do Espírito Santo sobre os autores bíblicos, garantindo, aquilo que escreveram,é, precisamente, o que Deus pretendia que eles escrevessem para a transmissão da verdade Divina, podendo, por isso, afirmar que a Bíblia e a Palavra de Deus. A palavra “inspiração” não ocorre no Novo Testamento. Ela só aparece uma única vez no Antigo Testamento. No Novo Testamento a palavra é decorrente de uma tradução interpretativa do texto que diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus...” (IITm 3:16) A expressão “inspirada por Deus” provém de um único termo grego, Qeopneustos (theopneustos) que não significa “Ins-pirado”, mas sim “ex-pirado”, ou seja, ao invés de soprado para dentro, soprado para fora.

 De acordo com Berkhof: “Inspiração, é o conceito teológico, segundo o qual as Escrituras do Antigo e Novo Testamento, receberam uma supervisão especial do Espírito Santo, de tal forma que as palavras ali registradas, expressam de alguma maneira, a revelação de Deus”.

Toda a Sagrada Escritura expressa a mente de Deus; faz assim, no entanto, com o alvo da sua operação prática na vida. O que o Apostolo Paulo quer dizer é que toda a Bíblia Sagrada é soprada, exalada pelo poder de Deus.

A observação do livro sagrado de Deus em que foi gerado leva-nos a perceber e a entender que uma reta compreensão dela é uma reta compreensão da vontade de Deus para as nossas vidas.

Todo o cristão deve ter como base principal de sua vida; a Bíblia, como sua regra de fé, e, pratica (Sl 119:105), pois a Bíblia foi e sempre será a verdadeira palavra do Supremo Deus Poderoso para toda a humanidade.

A Bíblia é a revelação de Deus a raça humana. Tudo que Deus tem para o homem e requer do homem, e tudo que o homem precisa saber espiritualmente da parte de Deus esta contida nas paginas das sagradas escrituras de Deus.



“A revelação das Tuas palavras esclarece, e dá entendimento aos simples”.

(Salmo 119:130).

Por: Silvio Ribeiro

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Colarinho Clerical

ORIGEM E SIGNIFICADO


O uso de vestes especiais por parte dos oficiais da igreja serve para representar o seu ministério entre o povo. Entre estas vestes especiais se destaca o colarinho clerical. Este é normalmente o colarinho de uma camisa ou colete com uma aba branca destacável frente. Originalmente era feito de algodão ou linho, mas normalmente é feito hoje de plástico. Às vezes (especialmente na prática católica romana) a aba é fixa com um colarinho que cobre quase completamente, deixando um quadrado branco pequeno à base da garganta. Em muitas igrejas e em muitos locais, por não saberem da origem e do significado, não se aceita o uso de colarinho clerical. Com a devida orientação os cristãos passarão a entender a conveniência e a oportunidade do seu uso.

Origem e uso: O colarinho clerical é uma invenção bastante moderna (é provável que tenha sido inventado em 1827). Aparentemente, foi inventado pelo Rev. Dr. Donald McLeod, pastor anglicano. Foi desenvolvido para ser usado no trabalho cotidiano do ministro (mais prático que a batina). Hoje é usado por pastores nas diversas denominações Cristãs como presbiteriana (é dito que o colarinho clerical se originou na Escócia), luterana, metodista, pentecostais e, também, por ministros Cristãos não denominacionais. Os católicos romanos passaram a usá-lo a partir do Concilio Vaticano II, em substituição a batina, em situações especiais, essa adoção deve-se aos padres Jesuítas. É usado por todos os graus de clero: bispos, presbíteros (padres) e diáconos, e também por seminaristas. Na tradição Oriental, às vezes, os subdiácono e leitores também o usam.

Significado: O colarinho clerical simboliza que quem o usa é um servo, pois este colarinho estava ao redor do pescoço dos escravos no mundo antigo. As pessoas que o usam servem como Ministros de sua Palavra. Toda a igreja tem compromisso com o testemunho de Cristo no mundo, no entanto, o pastor compromete-se de modo específico com o Ministério da Palavra. Assim, o colarinho clerical simboliza esse compromisso pastoral com o anúncio do Evangelho. O colarinho branco sobre fundo preto envolvendo a garganta é simbólico da Palavra de Deus proclamada.

Relevância: O uso de símbolos é um sinal e um testemunho vivo de Deus no mundo secularizado. Pois uma das características do movimento de secularização o desprezo por sinais e símbolos religiosos. Para as pessoas o fato de ver um ministro com o colarinho clerical já é um testemunho de fé. Assim como vendo um militar lembramos-nos da Lei, e vendo um enfermeiro (a) com seu uniforme branco lembramos o hospital. Igualmente é válido para os pastores que freqüentam lugares públicos usar o colarinho clerical.

Conclusão: O Revmº. Robinson Cavalcanti, Bispo anglicano, testemunha: “Sempre viajo, e me dirijo a eventos públicos, vestido de colarinho clerical (clergyman), sem vergonha de ser cristão e de ser ministro do Evangelho. Se pouquíssimas vezes fui por isso hostilizado na Universidade, perdi a conta das centenas de oportunidades para testemunhar de Cristo, a partir desse aspecto visual”. Em nosso mundo dessacralizado, os símbolos não podem ser esquecidos. Não podemos nos conformar com o século. O colarinho clerical é um símbolo importante. Sacraliza visivelmente o mundo sinalizando a dedicação ao ministério.

Rev. Jaziel Cunha, Igreja Presbiteriana Conservadora.
Blog presbiterianos calvinistas

sábado, 25 de dezembro de 2010

RESENHA


Resenha: Silvio Ribeiro
George, Timothy
Teologia dos reformadores /Timothy;
Tradução Gérson Dudus e Valéria Fontana. – São Paulo;
Vida Nova, 1993.

Timothy George é diretor-Fundador e professor de teologia da Beeson Divinity School. Ele é mestre em teologia pela Harvard Divinty School e doutor na mesma área pela Harvard University. Ensina história da igreja, teologia histórica e teologia dos reformadores. Alem disso, é editor-executivo da Christianity Today e participa também do conselho editorial da The Harvard Theological Review, Christian History e Books & Culture. É casado com Denise e pai de Christian e Alyce.

Em assuntos sobre história da igreja e a teologia dos reformadores, ele é um dos nomes de referência, é muito respeitado nos seminários e no meio acadêmico em geral, por sua vasta experiências sobre o assunto.
Esta obra preocupa-se com o meio acadêmico e teológico, mais também mostra de uma maneira simples e clara para leigos e iniciantes os aspectos básicos a teologia e fundamentos dos reformadores que contribuíram e deu a igreja de Jesus Cristo o retorno aos rudimentos de Deus, a saber, a sua vontade decretada contida na bíblia.
Este grande compêndio teológico sobre a teologia dos reformadores tem o inicio com um breve comentário sobre vários aspectos da reforma contendo informações boas e ruins. O autor coloca de maneira agradável e carinhosa como foi seu inicio para a composição desta grande obra e suas dificuldades aparentes. Um breve prefacio e uma fascinante explanação teológica sobre a reforma e seus grandes nomes.

Timothy George mostra que este tema riquíssimo da literatura cristã foi colocado também em algumas palestras e aperfeiçoada para então chegar a ser publicada, o próprio fala sobre grandes e valiosas sugestões ao tema sugerido.

Nos capítulos iniciais vemos um grande e rico comentário sobre as perspectivas do estudo da reforma é o debate entre os historiadores sobre a questão da reforma ter sido arcaica ou inovadora. O autor antes mesmo de entrar no propósito da qual quer abordar em seu livro mostra as variedades de abordagens contraditórias, antes de expor o seu pensamento e sua pesquisa sobre a teologia dos reformadores.
E sobre as sombras do passado ao ser estudado George diz que estava impressionado com o contexto secular dos grandes eventos atuais, ele diz também que muitas vezes somos tentados a interpretar de maneira errada o passado com nossos pressupostos e aspectos padrões atual, em vez da época que estamos pesquisando e estudando.
Após seus comentários introdutórios e sua visão ampla e sistemática sobre os aspectos das visões contraditórios da reforma no qual são descritos, ele começa oferecendo um perfil mais detalhado e abrangente dos quatro maiores reformadores do século XVI, Martinho Lutero, Ulrich Zuínglio, João Calvino e Menno Simons.
A obra mostra assim as contribuições de cada um desses reformadores para o crescimento da igreja, suas polêmicas e debates teológicos acerca da doutrina da igreja e de suas convicções bíblicas, das crenças e mitos da igreja romanista. Cada reformador citado nesta ordem acima mostra os lados iguais, ou seja, suas visões gerais acerca de Deus, a bíblia e a igreja. Timothy mostra amplamente os reformadores e também visões e conceitos totalmente opostos um do outro. Apartir de suas convicções teológicas, e de suas visões e opiniões eclesiásticas e bíblicas, têm uma vasta compreensão de cada reformador suas teorias e suas contribuições para a igreja de Cristo Jesus.

Introduzindo a reforma e seus objetivos, os personagens abordados como: Lutero, Zuínglio, Calvino e Menno, cada reformador estão situados na nascente de uma tradição altamente confessional muito importante na reforma. Lutero e Zuínglio foram os reformadores da primeira geração; João Calvino e Menno, da segunda geração.
Martinho Lutero, o grande gênio teológico e convicto de sua libertação por meio da fé salvífica, e o mentor e executor da reforma protestante, deixaram sua marca notável nas igrejas que abraçaram os seus ideais. Zuínglio e o grande mestre João Calvino, os reformadores de Zurique e de Genebra, são os autores ou co-autores da tradição reformada, que se espalhou para muito além das fronteiras de sua amada nação. Menno líder dos anabatistas em comparação com esses três nomes da reforma é um estranho no ninho . Radicalizou e abandonou sua vida sacerdotal e tornou-se líder de um dos grupos mais importantes da reforma radical.

A igreja passou por muitas turbulências teológicas e doutrinarias e muitos estudiosos e mestres da pura palavra de Deus, ansiavam por muitas mudanças da igreja e que se tratava de liturgia e concepções teológicas, então a reforma não foi nada mais que uma resposta especifica as ansiedades e orações dos homens de Deus de suas épocas.
Os temas como culpa e morte estão intimamente relacionados ao que era talvez a ansiedade predominante na sociedade da baixa idade média, uma crise de sentido, e por causa disso e vários fatores, o mal-estar espiritual não foi à causa da reforma, mais com certeza constituiu seu pré-requisito. Então a reforma protestante do século XVI, foi à continuação da busca incansável pela restauração da verdadeira igreja de Jesus Cristo.
Fica claro que apesar de toda a crítica sobre as doutrinas da igreja romanista medieval, os grandes reformadores viam-se num elo com os dogmas principais e fundamentais da igreja primitiva. A reforma possui um significado permanente para a igreja do senhor Jesus Cristo. O tema da infinita soberania de Deus ressoa inequivocamente ao longo das histórias e escritos desses quatro grandes reformadores, pois explanam bem a vontade desse Deus soberano. Os reformadores concordam unanimemente em que a teologia, desde que, verdadeira e moldada pela palavra de Deus, encontra tanto seu ponto de partida quanto a sua meta final no único fundamento bíblico, Jesus Cristo.
O autor parte de uma investigação profunda de diversas personalidades formadoras, em vez de uma amostra ampla extraída de uma vasta gama de pensadores cristãos e religiosos, ele mostra a vida e conceitos e convicções teológicos desses quatro homens de Deus que contribuíram para a reforma no contexto doutrinário, bíblico e reformado de nossas igrejas. O gênero da teologia histórica que Timothy busca em sua obra é muito riquíssimo para uma boa compreensão da teologia dos grandes reformadores mencionados. Em fim, o significado geral da reforma fica em evidencia clara quando lemos a seguinte sentença: não o que significou, mas também o que significa. Como a teologia desses reformadores pode desafiar, corrigir e orientar nossos próprios esforços para uma teologia fielmente com base na autentica palavra viva de Deus? O autor responde as muitas perguntas.
Apesar das diferenças e debates altamente complexos, os reformadores trouxeram para a vida da igreja uma boa experiência no que diz respeito sobre a necessidade de se estudar as escrituras sagradas para um bom entendimento da verdade absoluta que é Cristo!

Ao ler, estudar e analisar a teologia dos reformadores este assunto aprofundou-me mais um pouco sobre estes grandes mestres e executores do movimento de renovação espiritual, e voltei-me aos rudimentos básicos da fé e da verdade de Deus. Roger Olson no seu livro sobre história da teologia cristã , fala intensamente sobre a contribuição que os quatro maiores reformadores deram para a sistematização da teologia da igreja atual. E Timothy George neste livro fala com essa mesma intensidade de espírito da vida e objetivos dos reformadores de Deus. O autor foi muito coerente com a história dos reformadores e não deixou dúvidas sobre a vida e a obra de cada um deles. A herança bem explanada pelo autor faz-nos recordar a convicção de que, acima de tudo, o culto deve servir para adorar e louvar o único Deus e Senhor de todos.

“À medida que Cristo reúne seu povo em memória, ao redor do púlpito e da mesa, seremos realmente capazes de adorá-lo em espírito e em verdade”.
(Timothy George)

“Porque melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela ”.
(Provérbios 8:11)

“A história dos reformadores soa aos nossos ouvidos como um som da verdadeira melodia da liberdade em Cristo Jesus ”.
(Reverendo: Silvio Ribeiro).

Por: Reverendo Silvio Ribeiro (Teólogo e Pastor).

"Os Três Pilares da Igreja do Senhor Jesus"

“Perseverança, Comunhão e Oração” (At 2:42-47)

O livro de atos dos apóstolos, relada como viviam os convertidos na igreja primitiva. Demonstra a unidade do Espírito na vida da igreja de Cristo, os cristãos estavam juntos e tinham tudo em comum, uns com os outros, viviam na, mas perfeita “Koinonia” esta palavra grega muito conhecida nas Escrituras Sagradas que traduzida para o português chama-se “Comunhão”, isto é, o ato de usar uma coisa em comum. Ela tem sentido de: companheirismo, compartilhar, congregação de pessoas de comum interesse, ter em comum, usar juntos, participação.
“Koinonia”: compartilhar aquilo que temos em comum e, neste contexto, a palavra é usada no sentido de compartilhar com propósito de edificar melhorar uns com os outros.

O conceito comum de comunhão nas escrituras sagradas é de um relacionamento intimo entre pessoas que tem a mesma visão do Reino de Deus.
Comunhão procede do substantivo grego "koinōnia". “Que significa literalmente tendo em comum, companheirismo” e "sociedade".
Já o adjetivo "koinōnos", que quer dizer "tendo em comum", é traduzido em 1 Co 10.18 por “participantes”.

Temos que aprender, muito com a Palavra de Deus, vê que uma igreja sadia, é uma igreja que tem a mesma visão, alvo, meta e unidade. Dois tipos de comunhão são fundamentais para o povo de Deus. Primeiro, com a Santíssima Trindade, que é expressa através de uma vida regada de muita oração, jejum, louvor e adoração (IJo 1:3). Segundo, com nosso semelhante, devemos está em sintonia com nossos irmãos em Cristo Jesus (IJo 1:7) através dos cultos, companheirismo, do compartilhar, do ter em comum..

Que neste ano de 2011 a igreja do Senhor Jesus, venha melhorar a comunhão e a união, que possamos viver em paz uns com os outros. Ter comunhão e viver a alegria do próximo, mas, também viver a sua tristeza. “Koinonia” é ter algo em comum, prazer nas mesmas coisas. Como igreja “Eu e Você” possamos viver o melhor de Deus juntos!

Por: Evangelista: Silvio Ribeiro